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  Entrevista com Alex Gonzaga: 'Sei filtrar o que cabe a mim utilizar ou não'

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Alex Gonzaga garante que seu 2º CD solo não se chamará Canções,
Enquanto conversava com a equipe do UNIVERSO MUSICAL, Alex Gonzaga teve que parar a entrevista para atender a um telefonema no celular. A ligação era de um integrante do fã-clube de Belém, o segundo maior do Novo Som, que só perde para o de Manaus. E Alex não tem medo de falar de um assunto que gera tanta controvérsia entre os artistas gospel: ele é a favor dos fãs-clubes, ao contrário de muitos artistas, que acreditam que dessa maneira estão recebendo a glória que deveria ser dada a Deus.
Confira abaixo uma entrevista exclusiva com o cantor, gravada um dia após a festa do Troféu Talento 2003, quando o Novo Som perdeu nas categorias "melhor clipe", "CD pop ou rock" e "grupo ou banda". Na conversa, Alex explica os motivos pelos quais defende os fãs-clubes evangélicos e fala abertamente - como é de sua personalidade - sobre os erros do TT, o mercado de música gospel, as incertezas no futuro do Novo Som e até a admiração pela política.


Alguma decepção por não ganhar nenhum prêmio no Troféu Talento?

Decepção, não. Ficou só uma observação: eu acho que algumas coisas do prêmio podem ser revistas. Por exemplo, o Diante do Trono não poderia ganhar como "melhor banda", porque não é banda. Deveria haver uma categoria para música de igreja, ou comunidades, tipo a Igreja Batista de Lagoinha, Diante do Trono, Comunidade Evangélica da Zona Sul e outras. Bandas são o Novo Som, o Oficina G3, o Gerd, e outras que tem aí no mercado. Também acho que poderia ter uma categoria específica para as gravadoras. Ganharia aquela que obtivesse o maior número de trabalhos com sucesso, ou a que estivesse mais em evidência. Acho que isso causaria uma corrida por mais trabalhos pelas gravadoras.

Mas não correria o risco de duas ou três grandes dispararem na frente?


É, mas quem sabe aí se tenha a possibilidade de as menores estourarem com grandes trabalhos? Não é nada de mais, por exemplo, uma gravadora de menor porte, como a AB Records, lançar um cantor bom, de qualidade, que estoure. Uma outra: a Zecap Gospel, por exemplo, que tem a Rose (Nascimento), pode estourar em vendagem.


Você não acha que uma premiação por parte da imprensa poderia acabar com cercas discrepâncias que surgem nos resultados, por ser uma votação popular?


É verdade. Você falou bem: eu acho que a imprensa poderia fazer essa indicação. A imprensa que está aí todo dia, convivendo. Acho, por exemplo, que os grandes lojistas poderiam fazer uma indicação até com peso, até porque ali tem um relato fiel de quem está realmente trabalhando no mercado. Algumas categorias, como "música do ano", me surpreenderam: eu não conhecia algumas músicas. De repente por falta de oportunidade de escutar rádio.


Não pode ser por que as rádios evangélicas são tão segmentadas?

É um outro problema nosso. A 93 (FM, do Rio) toca a MK, a 105 (Rede Aleluia) toca basicamente a Line, a Melodia agora tem a Top Gospel... Aí fica difícil. As pequenas não têm muita vez, né? A Rose (uma das concorrentes a "cantora do ano"), que eu acho uma sumidade cantando, fica nula porque é de uma gravadora pequena. Ano passado tivemos a oportunidade de viajar com a Lauriete pelo Sul do país e ficamos impressionados como lá, que é o lugar mais difícil de entrar, ela é estourada. Enquanto as rádios não tiverem uma outra linha de conduta e tiverem ligações com gravadoras será difícil.


Você está gravando seu segundo CD solo?

Sim, mas ele ainda não tem nome definido. Não deve ser Canções, "Eternas" Canções Volume 2, como o pessoal pensava, apesar da linha de trabalho dele ser na mesma onda do primeiro. De diferente, estamos tentando colocando músicas mais para cima, mais dançantes, porque o outro trabalho ficou com muitas baladas. Mas isso foi muito legal, inclusive no aspecto comercial. Normalmente quem tem a preocupação de vender é o Novo Som, um artista de ponta, mas o resultado desse disco acabou me surpreendendo.

A idéia agora é continuar gravando standards da música gospel?

Exatamente. Estou gravando uma música com Mattos Nascimento, uma outra que o Novo Som cantou no início da carreira e foi gravada pela Rose, mas não por nós, e, para variar, uma música do Paulo César, do Grupo Logus, que é Portas Abertas. Temos mais umas duas músicas antigas. Nesse disco a gente inverteu: no Canções, "Eternas" Canções a gente gravou sete músicas antigas e cinco inéditas; nesse a gente deve colocar sete ou oito inéditas, até para ter uma possibilidade maior de músicas para cima. A produção é do Mito e do Vaguinho (Vagner de Carvalho). Ainda em abril o CD deve ir para a fábrica para estrear em maio.

Pode aparecer algum surpresa ou não tem mais tempo para isso?

Pode. Enquanto você está no estúdio e o trabalho não foi para a fábrica, sempre pode aparecer alguma surpresa. Por exemplo, ontem tinha gente ainda me levando música. E para você ter uma idéia eu acertei 11 músicas. Mas se de repente aparecer uma megamúsica, pode ser a 12ª do trabalho.

Como está a divisão entre a carreira solo e a da banda?

Eu fiquei impressionado com a facilidade que tive para isso. Quando pensei em fazer um trabalho solo, não existia nenhuma possibilidade de sair da banda. Abaixo de Deus, a banda é uma criação minha. Então é uma coisa que está no meu sangue e eu não gostaria de arriscar. Pensei que era um trabalho muito diferente do Novo Som, e isso talvez tenha sido o grande clique meu. Eu não fiz o trabalho de entrar no estúdio, pegar uma banda e gravar as mesmas obras do Novo Som. A gente até andou tocando em tons mais baixos, para mudar um pouco a questão de timbre da voz. E, apesar de termos trabalhado no primeiro disco com o Mito e o Geraldo, nós fizemos uma sonoridade diferente, colocando um baixista para gravar quatro faixas, um baterista para gravar outras. Quer dizer, para dar também esse molho diferente, para não ficar uma cara só no trabalho. Inclusive este novo CD está sendo produzindo por dois produtores, como foi no primeiro. Eu acho legal isso, essa diversidade de pensamentos, essa linha de idéias. Eu tenho a possibilidade de ver a agenda do Novo Som e a minha aqui na Gospel Brazil (produtora de Alex). A gente fez um acordo de cavalheiros: quinta, sexta, sábado e domingo, a prioridade é para o Novo Som, até porque os eventos do Novo Som são mais no final de semana porque são de maior porte que o meu. E de segunda a quinta eu trabalho minha carreira, porque eu faço as igrejas e alguns eventos menores. Foi legal, isso deu até uma condição melhor a algumas igrejas que às vezes queriam levar o Novo Som e não conseguiam. Eu não canto música da banda nos meus eventos e a gente não canta música minha na banda, para não misturar as coisas. Até agora a coisa tem dado certo.

Fazendo uma analogia com a música secular, você diria que o trabalho do Novo Som é de pop-rock e seu trabalho seria de MPB?


É, sim, acho que você foi exato. Meu trabalho é MPB. Inclusive outro detalhe, voltando lá no Troféu Talento, acho que na indicação de bandas tinha que ter as de pop e as de rock, porque são segmentos diferentes também de público.


Mas por exemplo, o Oficina G3 é mais roqueiro que o Novo Som, mas tem baladas, também. Como seria isso?

Mas é a linha. Vamos colocar em nomes. Por exemplo, você nunca verá o Oficina ou o Fruto Sagrado tocando um charme ou um dance nos seus shows. E a banda pop, de popular, toca tudo isso. O Novo Som toca inclusive rock. A gente toca funk, com metaleira, música black americana, soul. E o Oficina ou qualquer outra banda de rock nunca tocaria isso. É uma coisa muito mais direcionada. Eu acho que a única coisa que se confunde ou se mistura são as baladas, que são iguais ao meio secular. Você nunca vai ouvir o Bon Jovi cantando Earth, Wind and Fire, mas vai cantar de repente uma balada, boa. Por sinal, os roqueiros são excelentes para cantar uma balada.

Entre as sete músicas inéditas do novo disco tem alguma sua?

Não. Não vou falar que desisti, mas no momento não me encontro em condições de compor. Eu não tenho tempo hábil. No princípio do Novo Som, além de ser baixista e cantar - pra você ver como as coisas mudaram! - eu tinha muitas composições na banda. Mas, devido ao meu envolvimento de executivo, tendo uma gravadora, o meu tempo literalmente parou. Também viajo com o Novo Som nos finais de semana e às vezes em turnês grandes, além de minha carreira solo, tendo que cumprir a agenda. Se no mínimo de tempo que eu passo em casa eu pegar o violão e for para o quarto compor, a minha família pira. O tempo para a família é muito curto e eu não quero me privar disso. Não quero ter na minha consciência amanhã uma dor de que não aproveitei esses momentos que são inesquecíveis junto com os filhos.

Você pára tudo para compor?

Sim, não sou compositor profissional. As minhas composiçõe
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O baixista e principal compositor do Novo Som Lenilton saiu da banda por divergências com os demais integrantes, deixando incerto o futuro do grupo
s sempre foram maduras nesse ponto de vista de parar. Eu acho que, para compor, você precisa ir para uma casinha, um quarto, com tempo, disponibilidade, sem movimento na casa, e dali tentar desenvolver um tema. Até os temas das minhas composições sempre foram muito livres, nunca foram muito específicos. O único tema especifico que eu compus, há muito tempo atrás, foi a primeira música que tinha o nome "Novo Som" na letra, no primeiro trabalho da banda. O resto foram temas livres que vinham na cabeça. E eu também não tenho muita preocupação com isso. Acho que eu sou muito mais intérprete do que compositor; sempre tive essa noção. Nunca batalhei para que as minhas músicas de uma forma obrigatória entrassem no repertório. Nesse ponto a banda sempre foi muito coerente: independentemente de quem gravava, entrava a melhor música no repertório. Isso é fundamental.


De quem são as músicas inéditas?

A maioria é de uma dupla que tem dado certo demais: Vagner Carvalho, o Vaginho, e Davi Fernandes, que era o vocalista da banda Primeira Essência. Dei um toque nos temas e eles me mostraram músicas, rapidamente. Podemos chamá-los de compositores profissionais. Ah, de músicas mais antigas tem o Ed Wilson também. Aquela música Bom Dia Amigo, bonita demais. Ele, por sinal, foi o que mais teve músicas no meu primeiro CD. Foram uma inédita e duas regravações.

E o Novo Som? Vocês ainda estão trabalhando o disco Um Dia A Mais?

Sim. É um trabalho novo, que saiu em meados do ano passado. Ainda não é oficial, mas provavelmente a gente vai fazer, para sair no final do ano, um CD ao vivo com DVD.

De repente pode ter músicas inéditas nesse ao vivo?

Nós iremos pinçar os dez sucessos dos CDs Heróis dos Heróis e Um Dia A Mais, e de repente, se a gente colocar alguma coisa inédita, serão duas ou três faixas de estúdio. Porque senão fica sem clima, você está cantando e a galera está só ouvindo, não conhece a música.

A saída do Lenilton da banda foi amigável?

Sim, na medida do possível. Dizer que uma separação seja de total forma amigável é uma grande hipocrisia. A gente fez tudo que achou que podia fazer em prol do Lenilton, também na parte financeira, na qual fizemos um acordo interessantíssimo para ele, como já tínhamos feito quando o Natinho saiu. E estamos tentando manter o relacionamento. Existe sempre um tempo. A gente só espera que, da mesma forma que temos agido em relação a ele, ele aja em relação à banda, tentando ao máximo evitar o desgaste pessoal e profissional.

Haveria alguma dificuldade em gravar músicas do Lenilton nesse disco ao vivo?

Lógico que não. Artisticamente, quem detém esse direito é a MK Publicitá e o Novo Som. O Lenilton continua ganhando pelas composições e direitos autorais que recolhe. Se a gente viesse a gravar o DVD com as músicas do Lenilton agora, não precisaria de nenhuma autorização explícita, porque essas músicas já foram gravadas pelo Novo Som. Só para as músicas novas.

Vocês sempre privilegiaram músicas de componentes do grupo no repertório. E em Um Dia A Mais há canções de outros compositores. Houve uma quebra no monopólio?

Não era um monopólio, mas acontecia porque, se você tem um repertório bom e ele pertence a você mesmo, porque não gravar? Afinal de contas, está em jogo 8.4 de direitos autorais que você mesmo vai arrecadar. Agora, eu acho uma grande injustiça e uma grande irresponsabilidade artística vislumbrar que só você pode fazer música para o seu trabalho por esse motivo. No Novo Som sempre foi assim: enquanto a gente achou que nós mesmos tínhamos músicas de sucesso, que iam estourar, a gente ia gravando. Neste CD começamos a colocar outras pessoas, porque dentro do repertório que a gente apresentou na época, achamos que algumas outras músicas seriam melhores do que as nossas. Então, por uma questão de consciência, abrimos o leque. Pode ser que um dia o Novo Som venha a gravar um trabalho sem nenhuma música nossa. É só eu, o Geraldo e o Mito decidirmos. As pessoas não precisam ficar preocupadas porque a gente vai buscar música lá fora. O que importa para a gente é um bom repertório, independentemente de quem é que seja.

Vocês têm se apresentado no Brasil todo?

Sim. Inclusive não fomos agora em abril de novo para os EUA porque não quisemos, pela questão da guerra. Mas estamos trabalhando no Brasil inteiro. Graças a Deus o Novo Som tem 20 anos de ministério, e é uma banda que em qualquer gueto do país você vai ouvir alguém cantando uma música nossa. Inclusive a gente teve uma surpresa muito agradável, para você ver como é que Deus faz as coisas. Ninguém pagou, manipulou, ninguém monopolizou, até porque a gente nem conhece a pessoa. A Elaine do "Big Brother" cantou em duas ocasiões a música Escrevi, do Novo Som. Uma vez me falaram e eu não acreditei, mas na outra eu vi. Muito legal, né? Além de não ser evangélica - parece que ela é católica carismática - ela apareceu cantando uma música nossa. Isso te de dá um know-how de quanto você é conhecido não só no nosso meio. Hoje, com o grau de competitividade que existe, você tem que ter uma estrada.

Você interrompeu a entrevista para atender uma ligação de um fã-clube. Vocês têm muitos fãs-clubes?

Sim, no Brasil inteiro.

Você é a favor disso?

Sou... A gente é super a favor...

Tem artista que é contra...


É, a gente respeita... Mas a gente é a favor. Caramba, você nem imagina como é quando a gente chega numa cidade lá no norte do país. Eu tava falando com Belém, que é o 2º maior fã clube do Brasil. Quando a gente chega lá para fazer show, o aeroporto fica uma loucura. Agora estamos dando a oportunidade para o fã-clube de Manaus, que é o maior, criar um site na internet para virar nacional. A gente está até ajudando, porque é um trabalho muito legal. Às vezes o nome fã assusta um pouco. Mas a gente não quer ser hipócrita de dizer que é uma coisa errada. É legal. E se as pessoas pensam que isso tende a nos colocar em primeiro plano acima de Deus, isso é uma coisa impossível, porque todas as pessoas que são fãs do Novo Som e que trabalham no fã-clube são evangélicas, então sabem o que as doutrinas bíblicas nos ensinam.


As letras também ensinam essas doutrinas, não é?

Exatamente. Acho que as pessoas não podem ficar preocupadas de isso ultrapassar os limites, porque qualquer evangélico sabe que o primeiro mandamento da Bíblia é "amar a Deus sobre todas as coisas". "Sobre todas as coisas" quer dizer sobre o Novo Som, sobre a música, sobre o pastor. Então não nos preocupa esse relacionamento com os nossos fãs, que são amigos. Inclusive o fã-clube de Belém se chama "amigos do Novo Som". Pronto: olha o nome do fã-clube. A gente chega lá e estão todos uniformizados com o nome da banda, são pessoas que oram por você, que mandam cartas, faxes, e isso é muito legal.

Gosto muito de entrevistá-lo, porque acho que você tem uma visão comercial da música que muitos artistas fingem não saber ou são muito inocentes para não perceber que existe.

Eu sou um cara muito transparente nas minhas coisas. Você nunca vai me ver por aí travestido de denominação. Se eu for cantar numa igreja da Assembléia de Deus, eu vou com o mesmo visual que tenho no dia-a-dia. Obviamente que eu vou escolher uma roupa mais recatada, mais sóbria, que eu também tenho e que também uso, mas eu acho desnecessário você se conduzir de acordo com o momento. Eu acho que você tem que ter uma opinião própria e que isso faz a diferença. Acho que quando você se coloca como uma marionete, se deixa ir para qualquer lugar manipulado pelas pessoas, isso pode até dar um resultado no momento, mas não será bom para a longevidade da tua carreira. Você vê: o Novo Som tem uma carreira de 13 álbuns gravados, o que pouco acontece no meio evangélico. Nós não falamos numa linguagem pentecostal, que é a mais popular dentro do nosso meio, mas ainda assim somos artistas que vendem bem. Todos os nossos trabalhos, se não chegam a 100 mil discos vendidos, batem próximos disso. Então, são mais de 1 milhão de cópias vendidas, com certeza. É difícil manter a longevidade com qualidade, porque o teu público se restringe muito mais. Mas às vezes eu acho que o segredo, abaixo das bênçãos e da aprovação de Deus, é você ter o seu perfil, a sua personalidade, não ser hipócrita para algumas coisas que você está vendo na sua frente. Por isso que eu curto política. Acho que política dentro da vida é importante, dentro da vida cristã também. Eu curto o dia-a-dia, sou um cara aberto para tudo o que acontece no mundo, e sei filtrar o que cabe a mim utilizar ou não. De roupas a tipo de cabelo, a música, entendeu? Sou um cara que está sempre aberto.     


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