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  Entrevista com Marina de Oliveira: ‘se você canta um ritmo moderno e não tem base espiritual, você pode acabar fazendo um grande baile, e não um grande culto de louvor’

Divulgação
Marina de Oliveira considera Remix 17 uma poderosa forma de evangelização. “A Palavra de Deus é eficaz e verdadeira, apesar do ritmo”, diz a cantora
Confira a íntegra da entrevista exclusiva com a cantora Marina de Oliveira, realizada na sede da gravadora MK Publicitá, no Rio de Janeiro.


Essa idéia do disco foi inspirada no sucesso de Arrebatados?

Não. Não verdade, o lançamento do disco foi incentivado pelo sucesso do CD Arrebatados. Mas o Remix 17 era pra sair como Remix 15, porque ele era comemorativo dos meus 15 anos de ministério.

Então há dois anos você já tinha pensado nisso?

Sim, tanto que a minha canção que saiu no CD Arrebatados, Coração Adorador, foi a música de demonstração que eu fiz pra MK na época. Só que a gravadora não aprovou o projeto. Disse que ele era muito arrojado, que não seria bom pro meu ministério, e o engavetou. Dois anos depois, a rádio 93 FM, do Rio, fez esse programa “Os Arrebatados” e lançou um CD de remixes, incluindo Coração Adorador. Com o sucesso de Arrebatados, eu tive uma abertura para chegar de novo à diretoria da empresa e pedir para lançar agora o Remix 17.

Você acha que pode ser uma tendência outros artistas lançarem remixes?

Eu acho que isso vai acontecer, sim. Sempre quando uma coisa nova acontece e dá certo, as pessoas primeiramente criticam muito, mas depois, quando todo mundo vê que dá certo, faz também. Então vamos esperar que isso vai acontecer, com certeza.

Quando um artista completa uma determinada data, como 15 anos de carreira, é comum lançar uma coletânea ou um disco ao vivo. Você pensou em reler seus sucessos de forma diferente...

Exatamente, com uma linguagem mais atual e mais tendenciosa ao ano de 2004. Acho que tem muito a ver com o estilo musical que a gente está vivendo hoje em dia.

Você fala da música de forma geral?

Sim. Inclusive a prática do remix é uma coisa que existe no meio secular há muito tempo. Eles lançam a música três, quatro, cinco vezes, sempre com um remix diferente. É uma prática que já existe e que eu só adaptei para o meio evangélico, porque eu acho que a gente também precisa estar em dia com o mercado musical.

Mas você, desde o início da carreira, é “lançadora de moda”...

Existe essa história de que a Marina é a marca da ousadia. Na verdade, essa coisa foi sendo assimilada na minha vida, mas eu não tinha a pretensão de usá-la. Eu não tinha pretensão de ser um diferencial e ser ousada. Foi uma coisa que Deus fez comigo, e eu tive que acabar pegando essa marca que não é tão boa assim quanto as pessoas pensam. Mas a verdade é que se você não for ousado você não conquista nada na vida. E se você não conquistar você nunca vai multiplicar. Então, se a ousadia é essencial pra isso, eu fico com essa marca feliz da vida.

Tem alguma música inédita no disco?

Não. Todas as músicas são dos meus CDs ou que eu cantei, como no caso de Você É Tudo Que Eu Pedi para Deus, que eu gravei no CD Amo Você. Só tem uma música que eu não cantei na carreira solo, que está no CD do Voices em espanhol, Colores del Amor, chamada Meu Paraíso. Essa música foi gravada pela cantora Maurizete Catarina, e depois o Voices regravou. Agora eu registrei no remix porque sou apaixonada por essa canção e queria fazê-la de uma forma diferente. Mas como eu sou Voices, está tudo em casa... (risos)

Você regravou todas as músicas ou só remixou as originais?

Em algumas músicas eu tive que colocar uma grande parte da voz porque não existia a gravação digital, há muito tempo atrás. A fita patinava muito, e a voz ficou defasada, não apenas em termos de qualidade vocal, mas também na parte técnica. Então na maioria das músicas antigas eu tive que repor a voz, e em outras eu tive que refazer alguns detalhes.

Como você percebe a reação das pessoas quanto ao remix? Você acha que tem mais gente que gosta desse estilo do que pessoas que não gostam?

Deixa eu pensar... Eu acho que as pessoas têm um pouco de dificuldade de expressar para mim o que acham. Agora, todas que vieram falar comigo sobre o Remix falaram bem. Ninguém veio falar que não gostou. Os e-mails que eu recebi foram de pessoas que adoraram, que acharam o máximo, que acham que é uma nova linguagem, necessária. E para mim é muito importante, porque se você parar para analisar a Marina de Oliveira de Faça Um Teste, de 1986, era uma coisa extremamente moderna pra época. Até mais moderno do que um remix é hoje no meio evangélico, porque hoje nós estamos com a nossa mente, nosso coração muito aberto pra tudo isso. Então as pessoas chegam só para falar bem. Eu me sinto muito confortável porque o meu chamado é justamente esse: falar pras pessoas que não são crentes. Por exemplo, tem alguns amigos meus de longa data que não têm meus CDs em casa, ou só têm porque são meus amigos. Mas esse eles ouviram e me ligaram pedindo o CD. Então eu vejo nisso um novo braço ministerial, uma nova abertura para as pessoas poderem ouvir a Palavra de Deus, porque ela é eficaz e verdadeira, apesar do ritmo.

E como ficam aqueles crentes que te conhecem pelo lado do louvor, comum em sua carreira solo?

Tem gente pensando que eu abandonei o meu repertório antigo pra cantar só remix. E isso foi uma coisa que não aconteceu e que não vai acontecer, porque existem igrejas realmente onde não dá para cantar remix. E o meu trabalho é de igreja, não de show. Então vai depender do gosto da igreja, do pastor, pra gente poder se adequar. Nós temos que nos adequar às doutrinas e respeitar as igrejas, senão a gente acaba não fazendo o trabalho principal, que é a evangelização.

Hoje, se você for convidada para ir a uma igreja que não aceita os remixes, você está disposta a cantar as antigas versões das músicas?

Sim, para mim será uma bênção cantar minhas cento e cinqüenta e tantas músicas de louvor... Mas esse Remix é mais eficaz pra juventude. Como tem muita programação, muito congresso de jovens, pode ser que às vezes eu possa cantar cinco músicas, quatro de louvor tradicional e apenas uma remixada. Os pastores e presbíteros até têm essa flexibilidade, mas eu nunca canto nada que não seja aprovado pela igreja.

Como você acha que foi seu crescimento como cantora desde 1986 até hoje?

A voz naturalmente amadureceu muito, porque você vai aprendendo a lidar com seus limites. Mas o crescimento maior é de ordem espiritual, quando você passa a ter um convívio melhor e maior com Deus, mais intimidade com Ele, sabendo que as proporções com que Deus olha pra nossa vida não são as mesmas das pessoas. A misericórdia de Deus é algo que sempre me surpreende. Esse crescimento faz com que hoje eu possa inclusive cantar ritmos mais modernos sem perder o teor da espiritualidade e passar isso pra igreja. Ou seja, se você canta um ritmo moderno e não tem base espiritual, você pode acabar fazendo um grande baile, e não um grande culto de louvor. Quando a gente começa a ter mais intimidade com Deus e começa a ter suporte espiritual para falar da Palavra com clareza, você consegue trazer as pessoas para compreender que aquele ritmo é envolvente mas que o mais importante é a mensagem que ele contém. Então hoje eu avalio o meu ministério como tendo mais uma porta aberta para pregar a Palavra de Deus.

E musicalmente, como você avalia essa evolução?

Cada produtor, a cada disco, a cada ano, não só comigo, mas com todos os cantores, não só da MK, vem com coisas diferenciadas e novas. A gente pode pegar um CD de qualquer cantor, de três ou quatro anos atrás, e de agora, e ver a qualidade de todos os arranjos e a linguagem musical, como está adequada ao nosso tempo. Não necessariamente sendo uma coisa moderna, remixada. Isso é visível até mesmo sendo na música tradicional, no pop, no rock, no que for.

A música evangélica, durante muitos anos, se preocupou com a letra, mas o ritmo, a música, ficou um pouco esquecida. Você não concorda que de um tempo para cá a preocupação musical tem sido maior?

Tem sido maior, mas agora você apontou uma coisa importante. Também existem agora algumas músicas evangélicas que têm um ritmo envolvente mas não têm conteúdo teológico nenhum nas letras. E isso acontece, são músicas que tocam nas igrejas sem parar, que não têm nada que edifique. São coisas repetidas, mas com ritmo envolvente. Aí, eu acho que já passou daquele limite que eu falei: você nunca pode esquecer a eficácia da Palavra de Deus dentro da música evangélica. Senão passa a ser uma música comum e repetitiva, e não uma música que traz alento a sua alma, que traz edificação, júbilo, vitória ou alegria. Traz só bagunça, barulho, e não faz diferença.

Mas o Remix é uma prova de que você concorda que as duas coisas têm que caminhar juntas...

Têm, é claro. Antes, eram músicas muito tradicionais que não tinham técnica, e que não eram envolventes. Agora nós estamos chegando numa outra ponta, o que é ruim, com músicas muito técnicas, muito envolventes, mas cuja letra não traz nada. Isso é complicado.

Quantos discos você tem de carreira, sem contar as coletâneas e similares?

Este é o 13º. E é de carreira, porque não é coletânea nem compilação, tá?
(risos)


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