Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Entrevista com PG: “o que eu fazia no Oficina não estava mais de acordo comigo”

Arquivo U.M.
PG e a mulher, Rosana, na sede da MK. Para o cantor, ela é a sustentação de sua vida e de sua carreira. “Não consigo imaginar esse ministério sem a Rosana”, afirma, emocionado

Por Marcos Paulo Bin
30/10/2004


Confira na íntegra a entrevista com PG, na qual ele fala sobre sua saída do Oficina G3, a carreira solo e o ministério pastoral. O cantor também se emociona ao falar da importância da mulher Rosana em sua vida.

Pelas suas participações nos projetos Paixão de Cristo e Amo Você Vol. 10, da MK, parecia que, na carreira solo, você adotaria o caminho das baladas. Mas não foi isso que aconteceu; seu disco é bem pesado. Por que você optou por continuar com o rock?

Em primeiro lugar, quero deixar claro que, quando saí, nunca disse que iria parar de cantar. Eu havia sido promovido a pastor, mas mesmo assim permaneci seis meses na banda. O que eu fazia no Oficina não estava mais de acordo comigo. E a Bíblia diz: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”. Esperei o tempo certo, e tenho certeza de que fiz a vontade de Deus. Quanto à sua pergunta, realmente muita gente achou que eu ia mudar de estilo. Até aconteceram coisas curiosas, como igrejas me chamando por causa do nome do CD, Adoração, sem ouvi-lo. Quando os pastores ouviam o rock, se assustavam, com medo de que a igreja viesse abaixo. Mas muitos filhos de presbíteros e outras pessoas se converteram. Foi um grande mover de Deus. Meu propósito musical nunca foi mudar de estilo. Não sou maria-vai-com-as-outras, atrás do ritmo da moda, como infelizmente existe no meio gospel. Ouço rock desde os 5 anos. Quando me converti, continuei ouvindo e vou continuar fazendo rock.

Apesar de manter o rock, numa sonoridade até parecida com a do Oficina, você acredita que, musicalmente falando, seu disco traz diferenças em relação ao grupo?

É diferente, sim, porque no disco é o PG tocando com outros músicos. Só isso já muda muita coisa, pois são pessoas com características e pensamentos diferentes. Meu CD foi todo feito em São Paulo, produzido por mim e por meu irmão, Johnny, e só depois levado ao estúdio da MK, no Rio. Tem muita gente dizendo que o disco está mais pesado do que os do Oficina. Não fiz pensando nisso, mas sim em dizer o que estava em meu coração. Outras pessoas falam que está parecido. Mas isso acontece porque é tudo rock. Enquanto o Oficina não gravar um disco com outro vocalista, as comparações vão continuar.

Você chegou a pensar em manter uma carreira solo paralela à banda?

Na época algumas pessoas do meio musical me fizeram essa proposta. Mas nem eu nem o pessoal da banda nunca fomos a favor disso. E eu não saí porque queria fazer uma carreira solo, mas sim por causa de um propósito, o meu ministério pastoral, que não estava sendo bem compreendido. Era aquela coisa: “eu entendo, mas não aceito”. E eu não queria ser o chato da banda. Sabe a história de Sadraque, Mesaque e Abdenego? Eles eram três, mas tinham um único objetivo. Por mais que um deles tivesse medo, eles estavam juntos, acreditavam um no outro. Comentaram muitas coisas erradas quando eu saí. Não houve briga, não saí porque queria ganhar dinheiro. Saí exatamente porque queria continuar cantando e me dedicar a outros propósitos. Onde estava eu não conseguia.

Você acredita que fazer parte de uma banda tira a liberdade de criação de um artista?

Não é bem isso. Por exemplo, acabei de sair de um ensaio onde eu e a minha banda fizemos um arranjo para Clame ao Senhor, da Lagoinha, parecido com o Queen, algo bem anos 70. Agora tenho liberdade para cantar músicas dos outros, algo que não tinha no Oficina. Mas eu quero que o nome PG seja visto como uma banda, assim como é Phil Collins. Creio que daqui a um ano ou um ano e meio as pessoas verão dessa forma.

As músicas do seu disco já estavam prontas antes de você sair do Oficina?

Essas músicas começaram a surgir em fevereiro. As pessoas falam que elas já estavam prontas, que eu estou lançando um disco antes do Oficina, mas se esquecem de que quando você tem unção, tem um objetivo, você faz as coisas acontecerem. A única coisa que eu tinha era um esboço do refrão de Posso Ouvir, pois eu estava lendo a Bíblia e me veio à cabeça que, por mais difícil que seja a situação, quando leio a Palavra ou vou à igreja eu ouço a voz de Deus. Eu não tenho medo de tribulação. As melhores cartas que Paulo escreveu foi na prisão.

Como foi o processo de gravação do CD?

Em fevereiro eu e o meu irmão nos juntamos para selecionar o repertório. Em abril fizemos a pré-produção e em maio gravamos. O disco foi gravado em 15 dias, em tempo recorde. Quem quiser acreditar, beleza.

Mas você tinha músicas prontas com o grupo?

Tínhamos oito músicas em andamento, sem letra. Acredito que eles não vão usar no disco deles. Vamos esperar sair para ver.

Você fala que produziu o disco com seu irmão, mas no CD o crédito é dado ao Emerson Pinheiro. Como foi isso?

Nós dois fizemos a pré-produção. Esses arranjos foram todos feitos pela banda e estão prontos desde abril. Gravamos em maio, no estúdio da MK, com o Emerson. Ele realmente deu idéias que fizeram a diferença em algumas músicas, mudou algumas notas. Mas existem as questões da gravadora, que nós entendemos, e o crédito da produção é do Emerson. Além disso, foi legal para ele mostrar que é um produtor completo, que pode produzir artistas de qualquer gênero musical.

Como foi a idéia de convidar a Fernanda Brum para cantar com você em uma música tão pesada, fora do universo dela?

Conheci a Fernanda Brum no “Canta Brasil” e desde então me tornei amigo dela e do Emerson (marido de Fernanda). Eu sempre quis convidá-la para cantar comigo, mas no Oficina eu não tinha essa abertura. Tanto que a banda nunca convidou ninguém em seus discos, e o nome do Emerson não aparece na música Te Escolhi (uma das faixas de Humanos, último disco de PG pelo Oficina G3), que eu compus com ele. Assim que decidi fazer esse disco, falei que iria chamá-la. Eu acho que a letra tem tudo a ver com ela. A idéia foi mostrar, como diz a música, que a sabedoria de Deus é loucura para os homens. Na hora a Fernanda aceitou, e eu dou parabéns a ela. Mesmo com a possibilidade de algumas pessoas que gostam dela torcerem o nariz, a Fernanda foi corajosa.

Qual foi a principal mudança na sua vida com a saída do Oficina G3?

Este mês, fiz apenas duas apresentações. Todo o tempo restante eu dediquei à minha igreja, ministrando o louvor com a minha banda, que também é de lá. Eu sou líder de louvor de todas as nossas igrejas. Hoje tenho mais responsabilidades, e preciso de pessoas ao meu lado que entendam isso. Numa banda em que todos mandam, há conflito de idéias. Hoje existe uma liderança, mas que é conquistada, e não imposta. Nós pensamos da mesma forma. Eu acredito que ser uma banda não é comer pizza todo dia junto. É ficar uma semana sem se ver, mas mesmo assim continuar orando um pelo outro. Hoje não vou mais à igreja só aos domingos, tenho liberdade para administrar minha agenda.

Qual a importância da Rosana, sua esposa, na sua vida?

A Rosana é minha coluna. A Bíblia diz que o homem é a cabeça da família. Mas sem o pescoço e sem a coluna a cabeça não se mexe. Além de ser a mulher que eu amo, ela é minha companheira. A gente briga junto, discute, mas se entende muito bem. E agora, mais do que nunca, ela está caminhando comigo. A Rosana é a pessoa que atende as ligações, fecha os contratos, mas que também ora por mim, me unge. Ela é o meu braço direito. Se eu pareço forte lá em cima do palco ou do púlpito, devo muito a ela. Quando saí da banda, recebi muitas críticas, até duvidei se eu estava certo. Mas ela me deu toda a força para continuar. Eu até me emociono ao falar dela, pois não consigo ver esse ministério sem a Rosana. Com certeza ela é muito mais forte do que eu.


Veja mais:


  PG canta a sabedoria de Deus em seu primeiro CD solo
   Disco:  Adoração
     Ficha técnica, faixas e compositores

Matérias relacionadas:

  PG completa um ano de carreira solo, fala do próximo CD e ganha prêmio do Governo de São Paulo


Resenhas relacionadas:

  Adoração

 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções