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  Entrevista com Jossana Glessa: “deixei de comprar roupas no Natal para investir na minha carreira”

Marcos Paulo Bin
Entre os planos de Jossana Glessa está gravar um CD para o público infantil. “Na maioria das igrejas aonde vou, as crianças me cercam. Não sei se é porque sou loura ou porque só tenho cara de velha, mas sou nova!”, brinca a cantora

Por Marcos Paulo Bin
08/07/2005


Confira, na íntegra, a entrevista realizada com a cantora Jossana Glessa em um restaurante da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Como foi lançar um disco com apenas 8 anos de idade?

Aos 3 anos eu já cantava no grupo infantil da minha igreja. No dia do meu aniversário de 5 anos, pedi de presente à minha mãe que me ensaiasse, pois eu queria cantar sozinha e com microfone. Deu certo. Aos 8 meu pai gravou meu primeiro disco, de forma independente, e foi assim até o terceiro.

Quais foram suas primeiras referências musicais?

Eu comprava playbacks de Álvaro Tito, Shirley Carvalhaes, Luiz de Carvalho... Em todos os cultos, puxava o paletó do pastor para cantar. Meus pais perceberam que Deus tinha uma chamada para o louvor em mim. A partir daí, comecei a ser convidada para ir às igrejas das pessoas que me viam cantar na minha igreja.

Você tornou-se conhecida a partir do terceiro disco. Como foi o caminho até lá?

Foi de muita luta. Hoje, muitas pessoas entram de cara em uma gravadora e se dão bem. Na minha época, eu era uma criança, não entendia bem as coisas. Durante muitos anos, deixei de comprar roupas no Natal para investir na minha carreira.

Você era adolescente quando lançou Águas Cristalinas, que foi um grande sucesso. Como as pessoas encararam esse fato?

Foi muito engraçado. Eu sempre gostei da música gospel americana. Aos 8 anos, comecei a fazer aulas de canto. Eu tinha voz infantil, mas queria cantar como aquelas cantoras americanas, como eu ouvia no disco, e não conseguia, não atingia os tons. Ficava desesperada! Fiz seis anos de aula e minha voz melhorou, amadureceu bastante. Então, quando lancei Águas Cristalinas, com 13 anos, as pessoas achavam que a Jossana era minha mãe, por causa da voz. Também achavam que eu da MK Publicitá, porque na época meu pai ganhou uma grande indenização e investiu bastante na rádio El Shaddai (hoje 93 FM). Começaram a pedir minhas músicas e eu passei a participar dos eventos da gravadora. Até que me contrataram. A MK lançou o CD Meu Querer e distribuiu o Águas Cristalinas. Foi um bom momento da minha carreira.

Não causou deslumbramento fazer sucesso tão precocemente?

Não, porque meus pais sempre conversaram comigo sobre tudo que iria acontecer na minha carreira. Amadureci muito rápido. Aos 13 anos eu encarava tudo isso muito bem, por causa da minha educação. Minha mentalidade sempre esteve muito à frente da minha idade.

Quanto tempo você ficou na MK?

Fiquei dois anos. Lancei o CD Meu Querer e a gravadora distribuiu o Águas Cristalinas, que é meu. Depois da MK fui para a Line, por onde também lancei um disco. Não peguei um momento bom da gravadora.

Depois de passar por gravadoras grandes, você estréia na You. Como está sendo?

A You é uma grande promessa de Deus que foi realizada na minha vida. Desde aquele inicio, quando eu cantava sozinha na igreja aos 5 anos, Deus me fez uma promessa de que eu gravaria um dia numa gravadora americana. É interessante porque eu sempre gostei de ouvir artistas de fora. Isso me incentivou mais ainda.

Como você chegou até a gravadora?

Tudo começou pelo André Lima, que era contratado da You Entertainment. Ele estava afastado da igreja e gravando músicas seculares. O trabalho ficou parado e, quando voltou, ele já havia retornado para a igreja. O André mudou o disco para o gospel e procurou o Marcio para ser seu empresário. Acabou que o Marcio entrou na gravadora antes de mim. Ele montou os projetos de marketing do braço gospel da You e nesse período eles me conheceram. Eles vieram para o Brasil, gostaram do meu trabalho e me contrataram.

Em um novo trabalho, você sempre traz produtores e músicos que trabalharam com você nos discos anteriores. Qual é o seu envolvimento, além de interpretar, na concepção de um disco?

Sou uma pessoa que gosta de acompanhar tudo, de dar opinião em tudo. Se eu escolhi essas pessoas é porque eu acho que cada música tem a sua cara.

Por isso você escolheu três produtores?

Sim, pela diversidade rítmica do CD e também porque cada produtor tem uma cara. Para as músicas pentecostais, chamei o Jairinho. O Silvinho fez meu CD anterior e já tocava na minha banda. Ele cuidou das baladas e dos forrós. O Mito é muito sentimental, então ficou com as musicas de adoração, as lentas e as baladas mais fortes. Chamar três produtores é bom porque cada um quer dar o melhor de si.

Em seu disco você não segue um único estilo...

Eu canto o que gosto de ouvir. Em cada CD, venho com um ritmo novo. O pessoal comenta que eu sou corajosa. A primeira vez que fiz isso foi no CD Águas Cristalinas, quando eu gravei um charme e deu certo. Depois fiz um CD todo de black music.

No seu novo disco tem um soul...

Tem um charme-soul, que dá o título do CD. Não consigo deixar de gravar algo nesse estilo. Fiquei apaixonada pela música quando o Thales me mostrou. Sou pentecostal, mas não consigo deixar essa minha raiz de ouvir a música americana.

E a música da Rozeane Ribeiro virou um pop-rock...

Sim, foi uma idéia do Silvinho. Ele sempre traz uma idéia diferenciada. É uma outra música que ficou bem no estilo jovem. No meu disco da Line tinha um pagode. Deu certo. Gravei a música tocando um pandeiro e fui para a TV assim. Levei o Silvinho tocando cavaquinho. O pessoal ficou impactado, mas fiz para isso. E era uma música linda, bastante lenta, que muitas pessoas disseram ter se convertido através dela. Nenhuma mulher nunca havia gravado um pagode. Fui muito criticada, mas era a música mais pedida nas igrejas.

Nesse disco, qual a música mais diferente, na sua opinião?

É O Som do Céu, uma mistura de maracatu com frevo. O Josué Teodoro, compositor, sabe que eu não tenho medo de cantar nada. Ele me disse que só poderia dar essa música para mim. Só eu cantaria esse estilo! É uma música fácil, comunicativa, com um ritmo bem pra frente, em que eu canto e a igreja responde. Entreguei-a ao Mito pedindo que ele fizesse como se estivéssemos em um trio elétrico. Em algumas igrejas já virou corinho de tão fácil que é o refrão.

É verdade que você quer fazer um disco infantil?

Não é que eu queira fazer. Mesmo quando era criança, eu nunca cantei para crianças. A idéia do CD infantil veio porque na maioria das igrejas aonde vou, as crianças me cercam. Não sei se é porque sou loura ou porque só tenho cara de velha, mas sou nova! (risos) Vamos tentar e ver se vai fluir. Acredito que sim, pois já existe boa aceitação. Mas antes disso eu pretendo fazer um CD para o Natal.

Você também pensa em um disco ao vivo?

Sim, quero fazer um CD em um DVD ao vivo pegando todas as músicas de sucesso. Já vou fazer 20 anos de carreira daqui a pouco. Gente, mas eu sou tão nova!!! (risos) É um projeto para ser feito agora. Todos os orçamentos já estão prontos, estamos apenas esperando a gravadora.

Você pensa em ser pastora?

Nunca pensei nisso. Sei do meu ministério de louvor. Ser pastora é estar à frente de um rebanho, ter tempo para as suas ovelhas. Ir buscar as ovelhas, cuidar delas, limpar a lã. A lã suja e fede muito. Só o pastor, aquele que ama e dá a vida por suas ovelhas, realmente tem esse ministério. Não sei se Deus tem esse chamado para mim. Não vejo isso na minha vida.

A música Aquele lembra baste Without You, de Mariah Carey. Foi proposital?

Não, foi totalmente sem querer. Mas é bom porque o pessoal vai assimilar mais rápido. É a música do “aqueleeeeeeeeeeee”! (risos)

Você só escuta discos evangélicos?

Não. Tenho um gosto bastante seleto. Ouço muito a música gospel americana e também a MPB. Gosto de Ed Motta, Rosana... Já fui a um show da Rosana e até cantei. Era aniversário dela e eu fui convidada. Levei um CD meu de presente, ela me chamou ao palco e eu cantei uma música evangélica. Gosto também da Ana Carolina e do Roupa Nova. Ouço esses artistas porque gosto de música. Existem músicas feitas por pagãos que glorificam muito mais a Deus, na arte, do que algumas músicas evangélicas.


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