Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Simplicidade e ecletismo marcam o CD Raimundo Fagner E Zeca Baleiro

Divulgação/Cristina Granato
Fagner e Zeca Baleiro registraram 11 composições no CD. Há parcerias entre os dois e entre eles e terceiros. A primeira faixa de trabalho, Palavras E Silêncios, já é sucesso nas rádios

Por Marcos Paulo Bin

“Eclético e cheio de surpresas, mas de concepção simples e despretensiosa”. É dessa forma que Okky de Souza define, muito bem, o CD Raimundo Fagner E Zeca Baleiro (Indie Records), um encontro de diferentes gerações da música nordestina: enquanto o cearense Fagner tem 30 anos de estrada, o maranhense Baleiro ainda não tem dez anos de carreira completados.
Do lado mais experiente, clássicos da MPB como Mucuripe, Revelação, Evidências, Espumas Ao Vento, Guerreiro Menino, Canteiros, Deslizes, Borbulhas de Amor, muitos já regravados por meio mundo. Mesmo com um terço da cancha de Fagner, Zeca Baleiro também é um hitmaker: em seu currículo, Bandeira, Flor da Pele, Lenha e outras.
Ao se encontrarem, Fagner e Zeca Baleiro unem suas influências e seus estilos em um álbum belíssimo, ora bem-humorado, ora romântico, ora otimista, ora melancólico. Nas 11 composições, há parcerias dos dois e deles com terceiros. A exceção é Três Irmãos, tradicional canção francesa do século XVI adaptada por Fausto Nilo. Nilo, aliás, é figurinha fácil no disco: antigo parceiro de Fagner (e de vários outros artistas da MPB), ele participa de quatro outras canções, entre elas a primeira faixa de trabalho, Palavras E Silêncios, a música mais radiofônica, que já é sucesso no dial.
A antítese entre a abertura e o encerramento de Raimundo Fagner E Zeca Baleiro mostra um pouco do ecletismo e da simplicidade a que se referiu Okky de Souza. Canhoteiro, faixa que abre o disco, é uma homenagem ao ex-jogador homônimo, que chegou à Seleção Brasileira nos anos 60. A música começa com um gol narrado do jogador e segue com deliciosas metáforas sobre o futebol, paixão comum entre os dois artistas. Já Cantor de Bolero, que encerra o CD, é uma canção brega, bem-humorada, homenagem aos cantores populares brasileiros.
Um dos pontos altos do disco é o samba Um Real de Amor, parceria de Fagner e Brandão. A bonita Balada de Agosto, embora composta por Fagner e Zeca, tem a cara deste último. Daqui pra Lá de Lá pra Cá tem uma história curiosa: há 20 anos, a viúva do compositor Torquato Neto, morto em 1972, entregou a letra a Fagner, que só agora resolveu musicá-la, com Zeca. O amor é representando em Dezembros, Hotel à Beira-Mar e Azulejo.
Enfim, Raimundo Fagner E Zeca Baleiro é para ser celebrado pelos amantes da música brasileira como um dos discos mais belos de 2003. E como um dos encontros mais felizes da MPB. Que venha o DVD.



Veja mais:


  Fagner e Zeca Baleiro celebram o amor pela música
   Disco:  Raimundo Fagner E Zeca Baleiro
     Ficha técnica, faixas e compositores

 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções