Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  O paradoxo de João Gilberto: se repetir sem ser o mesmo

M. L. Thompson/mpbnet.com.br
... Enquanto o baiano João Gilberto não muda seu estilo, embora a cada disco se aperfeiçoe

Por Felipe Resende e Marcos Paulo Bin

Enquanto Celso Fonseca reverencia a velha bossa nova, mas procurando dar-lhe um ar de modernidade, com os contornos eletrônicos, João Gilberto continua o mesmo. Seu novo disco, a princípio não traz nenhuma novidade: é mais um registro ao vivo das velhas e conhecidas canções. A principal diferença seria que, desta vez, os palcos são japoneses.

Mas, como diz Kazufumi Miyazawa, vocalista da banda de rock japonesa The Boom, no release do disco, João Gilberto é daqueles poucos – talvez único? – que consiga não se repetir até mesmo quando parece ser o mais óbvio. No texto de apresentação de In Tokyo, a cantora dá uma demonstração de como os japoneses são fascinados pela música do baiano. Vale lembrar que, em um dos shows dessa turnê, João Gilberto foi aplaudido durante 25 minutos.

“Até mesmo quando canta uma de suas canções mais familiares, ele aplica diferentes harmonias ou tenta mudar os ritmos (...). Ele tentava fazer variações detalhadas. Os fãs estariam satisfeitos até mesmo se João Gilberto simplesmente recriasse as “versões tradicionais” repetidamente, porque ele é o maestro. Mas as canções evoluem constantemente”, derrete-se Miyazawa, que, presente em uma das noites, diz que os japoneses já haviam perdido a esperança de ver João Gilberto em seu país, e que os shows dele lá foram como a realização de um sonho.

E ela prossegue: “A apresentação dele foi simples e sofisticada; não parecia haver nada que pudesse ser aperfeiçoado. (...) Também acho que ele trabalha nas canções, em seu quarto, todas os dias. Parecia como se ele tentasse constantemente encontrar novos arranjos harmônicos para aperfeiçoar seu repertório e casualmente se apresentou diante de nós somente quando deveria.”

Um banquinho e um violão

O show, como de costume, é no formato banquinho-e-violão, com dinâmicas e divisões musicais próprias e intransferíveis de João Gilberto. O repertório traz clássicos do samba e da bossa nova, a maioria de Tom Jobim e Dorival Caymmi.

O primeiro aparece com cinco canções: Meditação (com Newton Mendonça), Corcovado, Este Seu Olhar, Wave e Ligia. Do segundo, João Gilberto lembra Acontece Que Eu Sou Baiano, Doralice (com Antônio Almeida) e Rosa Morena. Dos outros compositores gravados, destaque para Ary Barroso (Isto Aqui O Que É) e Haroldo Barbosa (Pra Que Discutir com Madame?, com Janet de Almeida, e Adeus América, com Geraldo Jaques).

Músicas que todos já conhecem, e já ouviram na voz de João Gilberto em outros discos ou em seus (hoje) raros shows. É curioso perceber como canções antigas como as 15 (re)gravadas pelo baiano tratam de temas ainda bastante explorados, como amor, cotidiano, política e sexo. Mas a riqueza melódica e poética de outrora, sem querer generalizar nem ser saudosista, já não é encontrada mais em nenhum beco, como o das Garrafas, berço da bossa nova.


Veja mais:


  Duas gerações relêem, a seu modo, a velha bossa nova
   Disco:  In Tokyo e Natural
     Ficha técnica, faixas e compositores

 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções