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  Acústico MTV Kid Abelha: entre erros, acertos e devaneios, grupo continua acima da média

O Kid Abelha gravou seu Acústico MTV em comemoração aos 20 anos de carreira do grupo
Em um cenário repleto de véus e de objetos que lembravam biscoitos, o Kid Abelha subiu ao palco do Pólo de Cinema e Vídeo e apresentou a primeira música, Lágrimas E Chuva, em um ritmo mais lento que o original, prevalecendo o piano. Em seguida, o maior sucesso do disco anterior do grupo, Surf, a balada Eu Contra A Noite, com direito a uma guitarra semiacústica de George Israel. Na terceira canção, a primeira inédita da noite: Nada Sei (Apnéia), uma balada com cara de hit. “Já é sucesso”, profetizou Memê, um dos produtores de Surf e antigo amigo do grupo.
Acertadamente, o Kid Abelha regravou no Acústico MTV seus maiores sucessos pós-95. O primeiro a ser mostrado foi Maio, considerado por Paula Toller um “pós-hit”. “Essa música só fez sucesso muito tempo depois de ser lançada. Mas é muito legal cantá-la, mesmo estando em novembro. Vocês entenderam, né, gente?”, divertiu-se Paula, brincado com o fato de a canção falar do mês de maio, ter sido gravada em setembro e ser lançada em novembro.  
O primeiro convidado apareceu para cantar um outro sucesso recente do grupo. Lenine e Paula Toller dividiram os vocais em Na Rua, na Chuva, na Fazenda, sob as bênçãos do autor da música, Hyldon, que mandou um telegrama dizendo-se fã do Kid Abelha e de Lenine. Apesar disso, os cantores estavam nervosos e erraram a música quatro vezes. Nada que chateasse a platéia, principalmente por causa do bom humor de Paula Toller. “Não dá pra deixar assim, não? Hoje em dia o Pro Tools resolve tudo!”
Sozinho novamente, o Kid Abelha seguiu com uma versão reggaeada de Eu Só Penso em Você, inferior à original, assim como o sucesso Grand’ Hotel, pior que as versões em estúdio e ao vivo anteriores. Pausa para retocar a maquiagem. “Está parecendo um show do Michael Jackson; é o único que conheço que pára para acertar a maquiagem”, brincou George Israel. “Ele deve passar pancake preto”, emendou Paula Toller, às gargalhadas, antes de cantar a segunda inédita: Gilmarley Song, um manifesto pela paz escrito pela cantora após assistir ao show Kaya N’Gan Daya, de Gilberto Gil. “Essa música é para Gil, Marley e todo mundo que é da música, todo mundo que é da paz”. 

Grupo escorrega nas homenagens

Depois do RPM, que gravou Exagerado em seu recente disco, agora é a vez do Kid Abelha homenagear ícones dos anos 80, em especial Cazuza, gravando Brasil. Escrita pelo ex-vocalista do Barão Vermelho em parceria com Nilo Romero e George Israel, a música – que ganhou uma levada pop, muito inferior à do próprio Cazuza e de outros que a gravaram, como Gal Costa e Cássia Eller – era inédita no repertório do grupo. “Um grande país é como um grande amigo. Viva Cazuza!”, bradou George Israel, na moda do ajude-a-construir-um-país-melhor, com um adesivo da bandeira do Brasil no violão.
A música Os Outros – canção dos primórdios do Kid Abelha, lançada no LP Educação Sentimental, de 1985 – ganhou uma versão v
Lenine (à esq.) participou da música Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda
oz-e-piano. O instrumento também foi marcante em Amanhã É 23, esta pontuada ainda por violão e percussão. A seguir, Paula chamou o “companheiro de geração” Edgar Scandurra, guitarrista do Ira!, que tocou violão e participou dos vocais nos dois melhores momentos da noite: Como Eu Quero e a releitura de Mudança de Comportamento, hit do grupo paulista. “Seus solos de guitarra me conquistaram. Ficou irado!”, derreteu-se Paula Toller. “Para mim é uma honra estar aqui. Estou muito feliz”, retribuiu Scandurra.
Paula seguiu seu festival de sacadas inteligentes quando errou a letra de Eu Tive Um Sonho. “Colocar só música nova dá nisso”, brincou, para delírio do público. Enquanto esperava o Quarteto de Cordas, regido pelo maestro Eduardo Souto Neto, se posicionar, Paula Toller começou a cantarolar O Portão, antigo sucesso de Roberto Carlos (“meu cachorro me sorriu latindo (...); eu voltei”), sendo seguida pela banda. A versão ficou ótima, mas o grupo ainda não sabe se poderá incluí-la no DVD, já que o Rei vem recusando sucessivamente os pedidos feitos por outros artistas. Mas, quem sabe...
Com o Quarteto no palco, o Kid apresentou a terceira inédita, Meu Vício Agora, para, depois, fazer uma sincera porém desnecessária homenagem a Claudinho & Buchecha, em Quero Te Encontrar. A música não se encaixou no repertório do grupo, parecendo deslocada, principalmente pela presença do Quarteto de Cordas. Mas em seguida veio a redenção, com uma das melhores músicas do trio, No Seu Lugar (com uma citação de Smoke On The Water, dos Doors), e o hit Fixação. Muitos aplausos e, empolgada, Paula Toller começou a cantar Festa, sucesso de Ivete Sangalo. “Eu sempre achei que era tarraxa de rock ‘n’ roll, e não guitarra. Vocês não achavam, não?”, perguntou a cantora, caindo na gargalhada.
Sai o Quarteto, e o grupo mostra um de seus sucessos dançantes: Te Amo pra Sempre. E já que o assunto é dança, Paula Toller emenda Baba, de Kelly Key. “Adoro essa música. Ela é muito alegre; lembra o começa da gente. Me lembra Pintura Íntima.” Pronto, é a deixa para George Israel pegar o sax e o Kid Abelha encerrar a apresentação cantando o amor de madrugada com jeito de virada. Pena que a música, uma das mais importantes da história do trio, tenha ficado de fora do CD, aparecendo apenas no DVD.
No final das contas, o Kid, como disse Max Fivelinha na abertura, não é tão maior de idade assim e está muito melhor do que no passado. Poderiam ter entrado outras faixas ótimas do início da carreira do grupo e hoje esquecidas, como Educação Sentimental (a primeira versão), Amor por Retribuição e Garotos, ou outras um pouco mais recentes que estas, como Me Deixa Falar, Em Noventa E Dois e Pingos de Amor, em vez das desnecessárias homenagens. Mas, entre erros, acertos e devaneios que um grupo com 20 anos de estrada pode se dar ao luxo de ter, Paula, George e Bruno continuam bem acima da média.  


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   Disco:  Acústico MTV
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