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  Entrevista com Sérgio Britto: “podemos fazer bons discos com esse pessoal”

Divulgação/Daniela Dacorso
Como Estão Vocês? marca a estréia dos Titãs na BMG, após a falência da Abril Music. O grupo foi pego de surpresa com a notícia da falência. “Acho que foi sintomático dessa crise que o país vive”, diz Sérgio Brito (à esq.)
Confira abaixo na íntegra a entrevista com o cantor, compositor e tecladista Sérgio Britto, na qual ele afirma, entre outras coisas, que os Titãs possuem músicos a altura para superarem a perda de Nando Reis e Marcelo Fromer.

Como vocês auto-avaliam as composições desse novo disco, agora sem o Arnaldo, o Marcelo e o Nando?

Essa é uma tarefa para a imprensa, mas eu acho que temos gente para suprir essas ausências. Não vou dizer que eles não fazem falta, mas podemos fazer bons discos com esse pessoal. Cada um tem suas potencialidades – um toca guitarra, outro baixo, outro bateria e todos compõem.

Quando vocês dizem que estão bem, na primeira música, estão dando algum recado para a imprensa e os fãs?

Sim, pode ser. Mas na música nós perguntamos “como estão vocês?”, e isso pode ser interpretado de modo mais amplo. Como está o Brasil, como estão as coisas pelas quais nós estamos passando. Essa frase define a intenção do disco.

Depois do sofrimento pela perda do Marcelo e dos desentendimentos com o Nando, ainda dá o mesmo tesão gravar e fazer shows?

Não dá mais o mesmo barato dar entrevistas, ir à televisão, mas fazer shows e tocar, sim. Vamos morrer fissurados por isso. Nós nos entregamos de corpo e alma ao que fazemos. Temos uma capacidade grande de nos regenerar em momentos difíceis, trabalhando duas ou três vezes mais. E, das perdas que tivemos, a mais marcante foi a do Marcelo, que foi trágica. As outras foram circunstâncias da vida. Ninguém tem a obrigação de trabalhar em grupo. A saída do Nando, especificamente, nós conseguimos suprir a função que ele fazia, que era tocar baixo. Chamamos o Lee Marcuci, que se adequou rapidamente ao nosso estilo e ajudou muito no disco.

Mas o Nando era um dos principais compositores do grupo. Isso não fará falta?

Sim, mas se você fizer uma lista dos nossos sucessos, não sei em quantos o Nando está, mas certamente não tem mais músicas dele que dos outros. Não há uma primazia.

Vocês escolheram Eu Não Sou Um Bom Lugar como primeira música de trabalho, mas Enquanto Houver Sol entrou para a trilha da novela “Celebridade”. Essa ambigüidade atrapalha?

Foi uma estratégia da gravadora. Eu Não Sou Um Bom Lugar está tocando há dois meses nas rádios e pretendemos trabalhá-la até o final do ano. A novela, onde está tocando Enquanto Houver Sol, acabou de começar. Uma coisa não atropelou a outra. Ainda vamos decidir quando trabalhar essa música.

Você compôs essa música estimulado pelo sucesso de Epitáfio?

Eu sempre componho músicas nessa linhagem, ao piano, com a parte melódica muito forte. Durante anos elas não tiveram vez nos Titãs. Enquanto Houver Sol lembra Go Back, embora eu não tenha a composto no piano. Não foi nada pensado, até porque você não pode determinar o sucesso. Epitáfio foi a segunda música mais tocada ano passado. Quando você tenta repetir sempre dá errado.

Vira e mexe artistas fazem músicas sobre o cara que faz tudo errado, que nada dá certo pra ele. Recentemente temos dois exemplos: Todo Errado, de Caetano Veloso e Jorge Mautner, e Cara Estranho, do Los Hermanos. O Kid Abelha, no começo da carreira, também tinha uma música nesse estilo, Conspiração Internacional. Eu Não Sou Um Bom Lugar foi inspirada nessas músicas?

Não acho que é por aí. Não pensamos em outras músicas. Eu Não Sou Um Bom Lugar fala da vontade de se transformar – é o cara quem está errado, ele tem que se resolver. Não é a primeira vez que usamos essa temática em nossas canções.

Vocês foram muito criticados quando lançaram Acústico, Volume 2 e As Dez Mais, por fazerem três discos seguidos praticamente sem músicas inéditas. Depois dessa experiência, um novo disco ao vivo em breve é possível ou está descartado?

Só para ficar claro: foram dez músicas inéditas nos acústicos volume 1 e 2. Mas isso aconteceu, sim. E um novo disco ao vivo não está descartado. É legal fazer de vez em quando. É uma leitura diferente que você faz das músicas. A gente tem 21 anos de carreira, não são 5. É um exercício interessante. Mas não temos nada planejado.

Em Como Estão Vocês? há uma música com o Arnaldo Antunes. É engraçado como vocês mantiveram a amizade desde que ele saiu da banda, inclusive o convidando para participar do Acústico. Mas com o Nando não foi dessa forma. Vocês acreditam que um dia possam tocar juntos novamente, mesmo que seja para um projeto especial?

Sempre nos encontramos com o Arnaldo. A amizade ultrapassou as questões da banda. Tenho três músicas com ele que ainda não foram gravadas. É divertido compor com o Arnaldo, temos uma sintonia total. Com o Nando não houve nada de tão errado na saída dele, não foi nada pessoal. Nós somos muito amigos, nos conhecemos desde o colegial. A saída dele não significa que não possamos fazer eventos juntos no futuro. Mas por enquanto não pensamos nisso.

Como é lançar um disco de inéditas quando o mercado só aposta em regravações, acústicos, coletâneas etc.?

Se você pensa em música como sabão em pó, realmente é difícil. Mas nós fizemos o que queríamos dizer. As coisas como estão me entristecem muito. É uma pena que o mercado só aposte em coletâneas, e não em novos valores, enquanto tem muita gente aí seca por gravar. Isso é desestimulante. Esperamos que o nosso disco tenha uma boa resposta, e acreditamos que o público espere isso. Não queremos subestimar o público, senão a gente teria que reler nossa obra para sempre.

Como vocês receberam a notícia da falência da Abril?

Foi uma surpresa para a gente. Acho que foi sintomático dessa crise que o país vive. Agora fazemos nossa estréia na BMG.

Quando vocês tocam no Rio?

Devemos tocar no Rio no fim do mês, em um show na praia. Mas o conceito do novo show só em março, quando tocaremos no Canecão e também em São Paulo. Mas hoje já tocamos cinco músicas do novo disco.


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  Titãs lançam disco para fazer as pazes com fãs e críticos
   Disco:  Como Estão Vocês?
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