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  Entrevista com Kim: “com Acima do Nível do Mar o Catedral mostrou sua força”

Arquivo U.M.
Segundo Kim, depois da morte do irmão guitarrista o Catedral virou definitivamente um trio. “Não existe a possibilidade de substituir o Cezar”.

Por Marcos Paulo Bin

Desde julho de 2003 os integrantes do Catedral têm vivido um turbilhão de emoções, boas e ruins, em suas vidas. Primeiro, Kim e Julio perderam o irmão Cezar em um acidente de carro, no Rio de Janeiro. Já em setembro o grupo gravou, nos estúdios da TV Record, no Rio, um CD acústico comemorativo aos 15 anos de carreira. Durante a gravação, Kim teve de parar várias vezes de cantar a música A Tempestade E O Sol, que fizera em homenagem ao irmão, por conta da emoção.
O disco, intitulado Acima do Nível do Mar, foi lançado em dezembro, nos formatos CD, VHS e DVD (o primeiro da banda). Mesmo sem uma grande divulgação inicial, em menos de um mês o álbum vendeu mais de 50 mil cópias. O grupo decidiu contratar uma assessoria particular, o escritório Los Tres, e a partir daí as coisas começaram a caminhar ainda mais rápido. O clipe da primeira faixa de trabalho, Quem Disse Que O Amor Pode Acabar?, que estreou na MTV em meados de março, em poucos dias já estava em segundo lugar entre os mais pedidos. A música já está tocando em várias rádios do país, inclusive no Rio e em São Paulo, onde as questões comerciais costumam dificultar a execução radiofônica.
Enquanto tenta retomar seu espaço no cenário pop-rock nacional – o que até ficou fortalecido com o lançamento, em fevereiro, da coletânea O Sonho Não Acabou – O Melhor do Catedral, reunindo músicas dos três discos da banda pela multinacional Warner – a banda se viu “obrigada” a participar do Troféu Talento, uma premiação exclusivamente gospel, já que a sua gravadora, a Line Records, é do mesmo grupo da Rede Aleluia, emissora de rádio que promove o evento. O trio ganhou o prêmio de Melhor DVD, mas não escondeu sua “surpresa” ao ser indicado em outras cinco categorias, incluindo Melhor Banda.
No dia 6 de abril, Kim, Julio e Guilherme certamente viverão mais momentos de emoção. Depois de alguns anos, eles voltam aos palcos cariocas para o lançamento da turnê nacional de Acima do Nível do Mar, no Canecão. Paralelamente, o grupo já está planejando o lançamento de seu primeiro CD de inéditas desde 2002, A Resposta de 1 Desejo. O disco já está gravado – todas as bases e solos de guitarra foram feitas por Cezar – e só falta pôr a voz de Kim.
O vocalista do grupo, por sua vez, prepara seu novo CD solo, Simplesmente Kim, que também está pronto e deverá ser lançado ainda no primeiro semestre. Na segunda metade do ano o cantor pretende lançar um livro, chamado “Sobre Muitas Coisas” (nome de uma música do grupo) com as 50 letras preferidas dele, além de fotos que vão desde a sua infância até hoje. E ainda tem o relançamento dos primeiros discos do Catedral, com nova gravação... Haja emoção!
Confira abaixo uma entrevista exclusiva com Kim, na qual o cantor fala sobre esses e outros assuntos.

O que você achou da coletânea da Warner?

Achei legal. Até hoje não entendo nossa saída da Warner. Vendemos 200 mil unidades em três CDs. Então não saíamos por causa de vendas. O que nos prejudicou foi a junção da Warner com a Continental e as trocas na diretoria da empresa. Eles cortaram o investimento no nosso último disco, então nosso empresário achou melhor rescindirmos o contrato. Agora eles fazem uma coletânea. Vai entender!

O que você acha que esse disco representa para a Warner?

Olha, em menos de um mês de lançamento de Acima do Nível do Mar vendemos 50 mil cópias. Agora, três meses depois, estamos com 70 mil. Essa coletânea me cheira a arrependimento. Acho que eles viram que fizeram bobagem. Não somos uma banda de vender um milhão de discos, mas mantemos uma boa média, sempre na casa dos 100 mil. Não tenho bronca de ninguém; houve politicagem.

O que o público pode esperar do show do dia 6 de abril, no Canecão?

Ele será meio acústico e meio pauleira. Se for todo acústico fica cansativo.

Vocês tocarão músicas que deixaram de fora do último disco, como Quando O Verão Chegar?

Não. Não queremos dar crédito a quem não nos dá. Das 22 músicas do show, 10 serão de Acima do Nível do Mar. As outras 12 serão canções que foram bem aceitas nos nossos quatro anos de Warner.

Então vocês não pretendem mais cantar as músicas da época da MK?

Nós não cantamos Quando O Verão Chegar e outros sucessos antigos porque nossos discos daquela época não são mais comercializados. Mas nós estamos fazendo uma coleção chamada O Melhor do Catedral – Volumes 1, 2 e 3. Serão 30 músicas, 10 em cada CD, com os nossos grandes sucessos. Nós gravaremos tudo de novo; já temos esse direito. Os discos devem sair pela Line.

Como você espera que seja o público do Canecão? A metade será de evangélicos?

Sim, acho que vai ser meio a meio. Com o Acima do Nível do Mar, nós recuperamos nosso público gospel; muitas daquelas pessoas que chegaram a quebrar nossos discos se arrependeram. Mas hoje somos uma banda do meio pop-rock, e talvez nosso maior público seja esse.

Vocês sempre fazem questão de afirmar que são uma banda de pop-rock, mas acabaram de participar do Troféu Talento, uma premiação exclusivamente gospel. Como foi essa experiência para o grupo?

Hoje nós somos uma banda de pop-rock. Não nego minha fé, apenas não faço mais música segmentada. Nós acabamos de ser convidados pela Rádio Melodia para participar de um evento chamado “Clamor pela Paz”. Aceitamos, mas pedimos que ficasse bem claro que se tratava de uma mídia diferente, que fôssemos identificados como uma banda de pop-rock que está fazendo uma participação especial. Na verdade, nós só participamos do Troféu Talento porque a Line está sendo muito legal com a gente. Eu realmente não entendi as seis indicações (leia na matéria sobre o Troféu Talento 2004, na seção Mercado, como foi a participação do Catedral no evento e o que a banda fala sobre o assunto em seu site oficial), entre elas a de melhor banda gospel. Nosso DVD realmente era bom, na minha opinião melhor que os demais. Foi uma honra ganhar, ms eu não entendi as indicações. Só que até isso é história para a gente! É o respeito ao nosso passado. Foi um prêmio bem-vindo.

Você não acha estranho ganhar o prêmio de Melhor DVD e perder o de Melhor Banda para o Diante do Trono?

Eles não podem competir nessa categoria. Eles têm uma igreja inteira na mão, é fácil as pessoas todas votarem neles. Além disso, eles não são uma banda, e sim uma mulher cantando com outros músicos. Deveria haver um prêmio só para comunidades ou grupos de louvor. Não dá para essas comunidades concorrerem com bandas de verdade.

Se vocês continuarem na Line, participarão de outros Troféus Talento?

Eu já falei com o pessoal da Line que não tem mais cabimento nós participarmos. Esse CD foi um revival, até tinha uma desculpa. Mas daqui pra frente, não. Será incorerente.

Seu novo CD solo será gospel?

Será meio a meio. Ele trará 14 músicas, sendo 10 sucessos da minha carreira, muitos deles românticos. Eu sempre fui romântico, até mesmo quando era do mercado gospel. Haverá ainda duas regravações: Always on My Mind (sucesso de Elvis Presley) e Seanisai (famosa com Laura Pausini), cantadas em inglês e italiano, respectivamente. As outras duas serão inéditas. Uma é Aleluia, que até lembra My Sweet Lord, de George Harrison. Mas a gente sabe que intenção dele era outra. Meu objetivo foi fazer uma canção pela paz. Não é uma música religiosa, apesar do nome. A outra será uma crítica à TV aberta, chamada Sem TV, Eu Te Enxergo Muito Mais. Eu não agüento mais a TV aberta. Ainda bem que tenho condições de pagar canais por assinatura, senão seriam poucos os programas a que eu assistiria na televisão.

O Cezar era seu principal parceiro, ao lado do Julio. Você acha que sem ele a qualidade das composições do Catedral pode cair?

Não, porque sempre fui eu que fiz as letras. O Cezar faz falta em tudo – ele era meu irmão, meu braço direito. Mas em termos de composição vai continuar a mesma coisa, pois ele e o Julio cuidavam mais das músicas. Nós tínhamos um acordo, tipo Roberto e Erasmo – independentemente de quem fazia a canção, assinava todo mundo. Era coisa de irmão. Eu acho que o Brasil não perdeu apenas um guitarrista. Perdeu o melhor guitarrista do pop-rock nacional. Quem o viu tocar ao vivo sabe disso. O Cezar era de nível internacional. Mas foi muito bom para a gente ter tocando conosco agora o Eduardo, que aprendeu tudo com o Cezar. Ele foi aluno do meu irmão na escola de música que ele tinha com o Julio, virou professor e continua dando aula lá. Ele é um grande guitarrista. Ainda tem muito o que aprender, mas vai dar o que falar.

Por enquanto ele é apenas um músico contratado da banda, não é?

Por enquanto e para sempre. Não existe possibilidade de substituição para o Cezar. Mesmo porque há três anos eu já fazia as bases das guitarras. O Catedral virou definitivamente um trio.

Quando sai seu CD solo?

Deve estar nas lojas em maio. É minha primeira parceria solo com o Carlos Trilha (produtor do Catedral). O Eduardo também está comigo, participando de quase todas as faixas. Só Aleluia que foi gravada pelo Cezar.

Vocês já estão anunciando o novo CD de inéditas do Catedral, A Resposta de 1 Desejo. Quando ele deve sair?

Lá para o final do ano. O Acima do Nível do Mar está nos surpreendendo muito e queremos trabalhá-lo mais um pouco. Já vendemos 70 mil; em breve chegaremos a disco de ouro, o que só não aconteceu porque o CD saiu em dezembro (em janeiro de 2004 a Associação Brasileira de Produtores de Discos mudou de 100 mil para 50 mil a quantidade necessária de unidades vendidas para se obter o disco de ouro). O disco já está gravado, só falta pôr a voz. Foi o último trabalho do Cezar tocando todas as faixas. É o maior trabalho feito por um guitarrista brasileiro. Pedi para ele perder a humildade e não economizar. Parecia que eu estava adivinhando. O resultado só ouvindo.

Você não acha precipitado lançar o novo disco ainda este ano?

Não. É importante que o público saiba que este foi o último trabalho do Cezar. Isso deixa a memória dele viva.

O disco deve sair por qual gravadora?

Nosso contrato com a Line é para apenas um disco. Eu é que sou contratado da gravadora e devo cumprir a obrigação de lançar três CDs. Já temos duas gravadoras seculares interessadas, uma multinacional e outra de médio porte, mas não há nada conversado. Além disso, daremos prioridade à Line.

Como está a expectativa de voltar a tocar no Rio?

A divulgação do show está sendo feita muito em cima da hora. Independentemente de o Canecão estar lotado ou não, queremos mostrar a nova cara da banda. Com Acima do Nível do Mar o Catedral mostrou sua força. A Warner não acreditou, beleza, paciência.



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  Warner Music lança coletânea do Catedral
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