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  Entrevista com Lenilton: a saída do Novo Som

Por Marcos Paulo Bin
08/06/04


O Novo Som fala que existiam diferenças ideológicas entre vocês. O que você tem a dizer sobre isso?

Sobre isso eles têm razão. O problema não é errar, pois até o dia em que morrermos vamos cometer erros. Não sou melhor do que ninguém do Novo Som ou do Rota 33. Mas de uma coisa eu tenho certeza: o que Deus fala no meu coração eu procuro me esforçar para ouvir e me posicionar. As diferenças que aconteceram no Novo Som foram exatamente quanto a isso. Existem momentos em que você tem que se posicionar em relação a algumas coisas que você vê. Isso não significa que você não goste de A ou B, ou que tenha diferenças com as pessoas. Nós convivemos juntos durante 20 anos. Disseram que estamos com problemas há no mínimo seis, e que nosso caso foi litigioso e pessoal. Desconheço esse fato. Como alguém que está em litígio, com mágoa, faz o que eu fiz no CD Herói dos Heróis, me referindo à banda de maneira carinhosa? Eu fui o único a agir assim. Existia, sim, uma posição minha em relação a determinadas posturas de algumas pessoas da banda. Isso eu tinha e tenho até hoje, não me envergonho de dizer. Falo isso e assino embaixo, e não vou mudar minha posição de maneira nenhuma, com qualquer um que seja. Também disseram que eu sou um baixista razoável mas não profissional. Talvez não saibam o significado dessa palavra. Profissional é aquele vive do seu ofício. Virtuosidade não significa profissionalismo. Reconheço que o Charles é um baixista mais virtuoso que eu, como existem tecladistas mas virtuosos que o Mito, bateristas mais virtuosos que o Geraldo, baixistas menos virtuosos do que eu, tecladistas menos virtuosos que o Mito e por aí vai. Isso não tira o mérito do Geraldo como baterista, do Mito como tecladista e o meu como baixista. Tenho carteira de músico há muitos anos, sou profissional há muito tempo. Sou primeiro sargento músico da Aeronáutica, prestei concurso para isso. Fiz a direção musical de quase todos os discos do Novo Som, está lá para quem quiser ver. Não sei qual a intenção de se querer apagar isso. Ou então eles se expressaram mal e a intenção não fosse nem essa. Volto a dizer: a história que Deus escreve ninguém apaga. Não preciso provar nada. O importante é fazer o que Deus quer para a minha vida. O talento que Ele me deu ninguém vai tirar, e o que eu procuro é fazer o melhor para o Reino de Deus, para que o nome de Jesus seja exaltado. Voltando à questão da litigiosidade, eu desconheço. Eu só mantinha uma postura muito forte e era firme naquilo que eu falava. Talvez isso não agradasse. Havia divergência de posturas em determinadas situações. Tive minhas falhas, não tenho nada a esconder. Tudo que fiz que considerei mais grave o meu pastor tem ciência, vivo sob a autoridade espiritual dele. Estou um pouco cansado de, na igreja, as pessoas estarem preocupadas em tirar o cisco do olho do irmão mas manterem a trave em seus olhos. Não quero isso pra mim. Quero que o Novo Som siga a carreira deles em paz. Foi uma opção deles. Mas creio que isso, na verdade, foi um plano de Deus. A Bíblia diz que não cai um fio de cabelo da sua cabeça sem que Deus permita. Não tenho rancor de nenhum deles, mas esse assunto já estava atingindo a minha família, por isso eu precisava falar.

Você acha que realmente é possível que o Novo Som grave músicas suas no futuro, como eles chegaram a cogitar?

As músicas que faço não pertencem a mim, Deus é que me dá. Se eu creio que foi Deus mesmo que me removeu dali, é porque Ele não queria mais que minhas músicas permanecessem lá. O que está lá vai continuar, porque vai abençoar muita gente. As pessoas não têm nada a ver com o que aconteceu entre nós. Mas ceder música para o Novo Som só se Deus determinar. Estou aqui para cumprir a vontade Dele. E sei quando Deus fala comigo.

Você tem músicas gravadas por outros artistas?

Eu nunca me interessei em compor para outras pessoas. Fiz uma música ou outra, mas sempre me interessei em compor para o Novo Som. E vou lhe dizer uma coisa, de todo meu coração: nunca me interessei por direitos autorais, e sim pelo que Deus tem pra mim e para as pessoas que vão ouvir as músicas. Direitos autorais são conseqüência, não prioridade. Se fosse, eu teria feito música para tanta gente que me pediu. Você acaba industrializando a sua música, e aí o conteúdo dela vai para o espaço. Eu tenho um carinho especial por cada música minha, tanto na questão das melodias e arranjos como nas letras, principalmente. Quando eu escrevo uma música, toco no piano e começo a cantar, e ela não me toca, eu sinto que não é aquilo que Deus quer dizer. Aí eu peço a Ele que me diga o quer naquela música, e Deus me dá. Aí ela começa a me queimar por dentro e eu sinto que está boa. A Bíblia diz que a Palavra de Deus é uma espada de dois gumes. Então a palavra que eu prego para você tem que servir para mim, primeiro. Por isso não estou preocupado se minha música vai fazer sucesso com A ou B. O que falaram é uma inverdade, pois existe uma cantora chamada Adriana Marques, que lançou um disco pela Line, com uma música minha, chamada Amor Perfeito, e ela se tornou conhecida através dessa música. E ela está em várias coletâneas da Line. Fiz música para outros cantores e cantoras, como Léa Mendonça, que não emplacaram porque não foram trabalhadas. Como emplacar uma música que não foi trabalhada?

Quer acrescentar algo sobre esse assunto?

Eles disseram que tentaram falar comigo várias vezes e eu não quis mudar. Não quis e não mudaria novamente, repetiria tudo. Sabe por quê? Porque tenho convicção de que a postura que tomei foi aquela que Deus quis que eu tomasse. Tanto que Deus tem honrado o meu trabalho agora. Aí começa um monte de gente a se preocupar com isso, tentando provar o contrário. A Bíblia diz que mil cairão ao seu lado, 10 mil a sua direita, mas você não será atingido. Eu creio nisso, com a certeza de que o Rota 33 seguirá em frente. Gostaria de contar com a oração de todos. Quem quiser falar comigo, é só escrever para o e-mail leniltonjs@uol.com.br.


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