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Divulgação/Guto Costa
Embora tenha acabado de lançar seu primeiro CD pela Indie Records, o Forróçacana já pensa no próximo. Segundo o grupo, as músicas estão prontas
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Por
Leisa Ribeiro
Logo no primeiro disco eles foram indicados para o Grammy Latino. Isso foi em
2001. Agora o Forróçacana – formado por Cachaça, Mará, Duani, Chris Mourão
e Marcos Moletta – lança seu terceiro trabalho, o primeiro pela Indie
Records.
Os
Maiores Sucessos de São João com Forróçacana traz um repertório de clássicos
nordestinos que certamente estarão presentes em todas as festas juninas por
muitos anos. O UNIVERSO
MUSICAL foi conferir mais este lançamento.
Como surgiu a idéia de fazer este trabalho em referência ao São João?
Foi uma excelente idéia da Indie Records. Este repertório já faz parte da
história do forró e da festa junina, e regravá-lo foi uma honra. A maioria
das pessoas dançaram, e dançam, essas canções em quadrilha de colégio. É
uma verdadeira memória coletiva da nossa infância.
Como foi a escolha das músicas?
As regravações são de Alceu Valença, Elba Ramalho, Luiz Gonzaga, tudo da década
de 40 e 50. Não foi difícil porque nos shows já tocávamos uma série de
galopes, que sempre foram o momento alto. A nossa única preocupação era
conseguir unir o antigo ao contemporâneo.
Mais a banda já havia feito outras versões?
Já. Versão é uma característica da banda.
Existe algum objetivo novo para o Forroçacana com este CD?
A banda sempre tocou aqui pelo Sudeste, no máximo nas principais capitais do país,
mas com este CD a idéia é abranger o Brasil todo, principalmente o Nordeste,
que tem um mercado grande, porém fechado. Os nordestinos que moram aqui, que
freqüentam a Feira de São Cristóvão, por exemplo, ouvem o nosso som, mas os
que moram lá ainda não e esse disco pode romper essas barreiras.
O forró é um ritmo tipicamente nordestino e todos os integrantes do Forroçacana
são cariocas. Por que vocês escolheram o forró?
Somos todos cariocas, sim. E percebemos desde o início que existe um
preconceito por isso. O Rio concentra diversos gêneros musicais e foi um
processo natural a entrada do forró nas nossas vidas. Poderia ser qualquer
estilo, mas fomos seduzidos por ele. Começou como uma paixão e quando vimos
tocávamos todos os dias, o dia inteiro.
Qual a influência musical da banda?
Tudo. Rock, choro, samba, música clássica, salsa, reggae, jazz... Sempre
ouvimos boa música.
Vocês são considerados os percursores do chamado forró universitário. O que
acham disso?
Isso foi um rótulo. A gente nunca se inseriu nisso.
Existem planos de DVD para o show deste CD?
Temos vontade de fazer um disco ao vivo e um DVD, até porque quem vai ao show
tem um impacto diferente. Sempre tivemos a idéia de fazer homenagens a Luiz
Gonzaga, Jackson do Pandeiro e outros mestres. Não sei se seria a hora certa de
lançar um DVD, mas se for estamos pronto.
Vocês já tocaram fora do Brasil?
Na Europa e nos Estados Unidos. Na primeira vez que a gente foi tocar no
exterior a maioria do público era de brasileiros. Aí na segunda vez, quando
tocamos em Los Angeles, sentimos a força do forró, porque 80% da platéia era
de americanos e de outros lugares do mundo. Mas tinha aquela galera brasileira
que vibrava.
Como vocês se conheceram?
Todo mundo é de Laranjeiras (bairro da Zona Sul do Rio). No começo eram
dez cabeças no palco, a maior bagunça! Mas aí foi ficando só quem gostava
mesmo do bacana do forró. A gente sabe que é importante para uma banda as
pessoas terem um elo de amizade.
Vocês já têm idéia do que terá no próximo CD do Forroçacana?
As músicas estão prontas e até o fim do ano ele pode sair. Aguardem!
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