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Por Juninho Bill O Chimera Music Festival foi o primeiro grande evento que trouxe ao Brasil bandas estrangeiras após a desvalorização do dólar. E deu pra perceber a carência de shows internacionais pela quantidade de gente que foi ao estádio do Morumbi, em São Paulo. Cerca de 70 mil pessoas foram ao Chimera (versão Rock) para cantar com os brasileiros do Charlie Brown Jr. e os americanos do Linkin Park, que encerravam a turnê de seu segundo álbum, Meteora. O Charlie Brown abriu a noite e empolgou a todos como se fosse a banda principal. Chorão surpreendeu pela simpatia e pelo carisma com o público, que cantou todas as músicas. Versão acústica? Mais ou menos; eles preferiram guitarras e berros. O grupo contou com a participação do produtor Tadeu Patola nas guitarras e tocou músicas de seus cinco álbuns. Rolou Papo Reto, Samba Makossa, de Chico Science (gravada no mais recente CD da banda, Acústico MTV), e Proibida pra Mim a capela. Chorão e cia. não decepcionaram. Linkin Park faz mistura de
bossa nova, samba e guarânia Às 22h em ponto entrou o Linkin Park. No show, que durou 90 minutos, a banda americana de new metal mostrou sua capacidade de fazer hits de qualidade. Era um atrás do outro (até quem pensa que não sabe muito deles, acaba descobrindo que conhece todas as músicas). Com refrãos repetitivos e pegajosos, o Linkin Park fez todo mundo cantar, pular e gritar com eles, sem nem se importar com a chuva. O show abriu com a ensurdecera Don’t Stay, uma vibração que o estádio do Morumbi não sentia há muito, pois a torcida ali era pra um time só. E que timaço! Os vocalistas Chester Bennington e Mike Shinoda demonstraram grande presença de palco. Na música Somewhere I Belong, por exemplo, mal dava pra ouvir a voz dos cantores, tamanho o potencial vocal do público. E assim foi em todos os outros hits radiofônicos: From The Inside, Nobody’s Listening, Numb, Figure.09 e outras conhecidas da galera. O grupo caprichou no repertório tocando músicas de seus dois discos, Hybrid Theory e Meteora. A iluminação também garantiu a qualidade do espetáculo. Os vocalistas Bennington e Shinoda fizeram uma brincadeira e dividiram o teclado, tentando algo meio bossa nova com sotaque de norueguês, que o baterista Rob Bourdon, ao acompanhá-los, levou para um samba parecido com guarânia paraguaia. Mas isso durou uns dez segundos e poucos entenderam, tanto que na seqüência emendaram Breaking The Habit e tudo voltou ao normal. Histeria, cantoria, gritaria e pulação. Realmente a apresentação do Linkin Park foi um showzão. Eles conquistaram ainda mais os fãs brasileiros. “Esse é o melhor show de nossa vida”, disse Bennington. “São Paulo is number 1”. E como todo número um é campeão,
ele subiu no pódio (aquela mania do Linkin Park de subir nos cubos do cenário
do palco), ergueu a bandeira brasileira, chacoalhou como nossos campeões olímpicos
e botou nas costas. A medalha de ouro foi o entusiasmo da galera, inclusive dos
pais que acompanhavam os filhos menores. Nesse jogo de 90 minutos, nenhuma
torcida saiu do Morumbi derrotada.
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