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  Khorus, os Backstreet Gospel

Fotos divulgação
O Khorus é a primeira boy band gospel brasileira
Evangélicas, gritai: vocês já têm a sua boy band. Formado pelos capixabas Toninho (27 anos), Marcelo (25), Junior (22) e Paulinho (20), o grupo Khorus está lançando seu primeiro CD, Igual Não Há (Zekap), cujas 10 faixas remetem à música pop que tornou nomes como Britney Spears e Sandy & Junior ídolos dos adolescentes. Uma influência que o quarteto não se preocupa em esconder. “Ultimamente, estou com todos os CDs dos Backstreet Boys em casa”, admite Junior. “Quando criança, eu tinha um grupo na escola que imitava o Menudo”, confessa Toninho.
Músicos, os integrantes do Khorus decidiram abandonar seus instrumentos e vêm se apresentando em igrejas e eventos de todo o Brasil cantando e dançando, com uma banda de apoio. Mas não esqueceram o lado de compositores. Sete faixas do disco são autorais: Além do Céu, a música de trabalho (em parceria com Renata), Ocasiões, Aprendi, Fotografia, O Quê Que Há, Barreiras e Filho Pródigo (com Thiago e Renata). Já Amor de Deus e Igual Não Há são versões de I’ll Be Your Everything, do grupo americano Youngstown, e I Do I, de Steve Reisch, vocalista do também americano A Capela. Primeiro Amor, de Davi Duarte, completa o CD, que é produzido por Val Martins.

Grupo surgiu como cumprimento a uma profecia

O Khorus surgiu em 2001, aproveitando a falta de opções musicais para os jovens e adolescentes evangélicos. Toninho percebeu essa carência em pleno Rock in Rio III, quando, na noite teen – que teve shows de *NSYNC, Aaron Carter e Sandy & Junior, entre outros –, acordou e, ao ligar a televisão, descobriu que aquela era a noite mais concorrida do festival. “Naquele momento Deus começou a falar no meu coração: ‘quantos crentes há naquele lugar, que estão ali simplesmente porque não há nada igual no meio evangélico?’ Então senti que aquela era a hora, e que estava diante de uma estratégia perfeita de evangelismo”, conta Toninho, que naquela noite também via se cumprir uma profecia que recebera na adolescência. “Eu sabia que isso algum dia iria acontecer, porque Deus já havia me falado, aos 13 anos, que meu trabalho seria com jovens e adolescentes. Passaram-se 12 anos para se cumprir o que Ele prometeu.”
Do Rock in Rio III à atual formação da banda, o caminho foi longo e cheio de obstáculos. O primeiro foi musical. Ex-roqueiros gospel, Toninho e Marcelo formaram o Khorus e gravaram um CD com dez faixas. O trabalho acabou chegando às mãos de Cláudia Fonte, diretora da Zekap, que sugeriu regravá-lo. Os dois, então, partiram à busca de outros componentes que aceitassem o desafio. Chegaram à cantora evangélica e professora de canto Alessandra Rangel, que lhes apresentou dois de seus alunos: Paulinho, membro do coral de sua igreja, e Junior, cantor de soul e hip-hop. Enquanto o primeiro, fã de música pop, aceitou o convite na hora, o segundo relutou um pouco. “Tive problemas de adaptação no início, pois não era muito ligado nesse tipo de música. Cheguei a perder amigos, que viraram a cara porque não entendiam minha atitude. Mas vi que aquilo era uma coisa muito pequena, e acabei aprendendo muito com o pop, tanto na parte técnica quanto na espiritual, que é a mais importante”, conta Junior, que ainda se surpreende com a união de um grupo tão heterogêneo.
Toninho teve a idéia de criar o Khorus na noite teen do Rock in Rio III, em 2001

“Se alguém fosse montar um grupo no estilo boy band, pela lógica nunca juntaria nós quatro. O Paulinho, antes de cantar, jogava futebol. O Marcelo era baterista e cantava rock junto com o Toninho, enquanto eu era fã de hip-hop, uma música mais de protesto, mesmo sendo evangélica. Até nossos timbres de voz são completamente diferentes. Toninho tem voz romântica, grave. Marcelo é mais pro romântico, também, mas com uma voz mais rasgada, mais para o agudo. O Paulinho é mais para o rock e eu, para a black music. Não tínhamos nada a ver um com o outro, mas nos demos muito bem e fizemos uma mistura bem interessante”, diz Junior. Para Toninho, Deus fez do Khorus um ministério, em que um integrante completa o outro. “Nós nunca discutimos, nem fizemos cara feia um para o outro. Além disso, todos cantam, dançam e compõem. Hoje temos repertório preparado para mais dois CDs, dentro do nosso estilo.”
Um outro desafio que o grupo procura vencer dia a dia é o preconceito dos crentes mais tradicionais, que associam o Khorus às bandas seculares. Junior afirma que a música cantada fora das igrejas serve apenas como laboratório para que o quarteto possa retirar novas concepções musicais que atraiam os jovens, principalmente os que não são evangélicos. “Temos que ouvir de tudo, para acompanhar o que está acontecendo e poder atingir também aqueles que não são crentes, através do dom que Deus nos deu, que é a música. Somos quatro rapazes que cantam e dançam, mas que têm um propósito. Esperamos que as pessoas enxerguem isso e nos aceitem”, diz o cantor. Já Marcelo ressalta a preocupação em evangelizar. “Tendo esse tipo de música na igreja, ela atingirá também as pessoas de fora, como vem acontecendo. Queremos mostrar ao público que somos iguais a todos, apenas recebemos o dom da música de Deus, como outras pessoas têm outros dons.”

Novos Sandy & Junior?

Com as bênçãos de seus pastores, o quarteto tem levado sua música a todos os cantos do Brasil, tocando em igrejas, fazendo shows e divulgando o disco em rádios. Com isso, é cada vez maior o número de fãs do Khorus. E não só entre os jovens. “Em Teresópolis, um senhor, aparentando uns 60 anos, nos pediu uma dedicatória no CD. Eu perguntei se era para a filha ou para o filho dele, e o senhor respondeu que era para ele, pois havia gostado muito do CD. Isso é interessante porque nós fizemos o disco com o propósito de chegar aos jovens e adolescentes, mas estamos atingindo uma outra faixa etária, que nós nem esperávamos. E isso vem fortalecendo nosso trabalho”, comemora Toninho.
O aumento dos convites está fazendo com que Toninho, Marcelo e Junior – que trabalham como radialista, vendedor e professor de canto, respectivamente, além de produzirem jingles – sonhem em dedicar-se exclusivamente à banda. Sem pressa, o quarteto pretende firmar-se no mercado gospel, esperando o surgimento de novas boy bands evangélicas. “Fomos os primeiros e abrimos as portas para outras bandas. E queremos que isso aconteça, pois nem sempre estaremos em um lugar em que haja jovens e adolescentes que precisam ouvir essa mensagem. Nós quebramos uma barreira, um tabu, e esperamos que a obra de Deus seja expandida. Mas não queremos que surjam bandas só para o mercado, e sim para o crescimento da obra”, afirma Toninho. Quem sabe os próximos não sejam dois irmãos sertanejos do interior?


Veja mais:


   Disco:  Igual Não Há
     Ficha técnica, faixas e compositores

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