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Por Felipe Resende O saxofonista americano David Sanborn passou dia 10 de novembro pelo Rio de Janeiro, 15 anos após sua primeira aparição em solo brasileiro, no extinto Free Jazz Festival. O músico veio mostrar as canções de seu 18° álbum, Closer (Universal), mas o show que fez no Canecão acabou seguindo o estilo “the best of”, com os grandes sucessos de suas quatro décadas de carreira. David Sanborn – que ainda se apresentou em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba – foi acompanhado de Nick Moroch (guitarra), Richard Patterson (baixo), Rick Peterson (teclado) e Gene Lake (bateria). Dono de um estilo particular, Sanborn influenciou outros saxofonistas renomados como Leo Gandelman e Kenny G. Com sua mistura de jazz, soul, pop e r&b, ele acompanhou artistas diversos como James Brown, Albert King, David Bowie, Stevie Wonder, James Taylor e o grupo The Eagles. O primeiro álbum como solista, Taking Off, veio em 1975. Em seu mais recente CD, Closer, David Sanborn aposta no ecletismo que sempre o caracterizou. Um dos destaques do disco é Don’t Let Me Be Lonely Tonight, de James Taylor, cantada por Lizz Wright. Revival dos anos 60 e 70 O show de David Sanborn no Rio foi para quem gosta de música instrumental com energia e recheada por r&b, grooves e ainda com o jeitão de fim dos anos 70, bem ao estilo de Al Jarreau e Spiro Gyra. Nomes contemporâneos a Sanborn que intentavam fazer da música pop algo mais sofisticado, diferentemente de outros músicos que procuraram fazer do jazz e seus standards algo mais popular, casos do próprio Kenny G e Diana Krall, por exemplo. A abertura do show ficou a cargo de Comin’ Home Baby, do CD Timeagain, de 2003. Foi um começo bem ao estilo do groove dos anos 60, com um solo “de apresentação” de Sanborn. Depois veio o hit Maputo, música do lendário baixista Marcus Miller, gravada no álbum Double Vision, feito em parceira com Bob James. O ponto alto do show foi a seqüência com As We Speak, faixa-título do álbum de 1982, e Chicago Song, um verdadeiro achado pop instrumental. Seguiram-se então Listen, composição do próprio Sanborn, e Snakes, outro tema famoso da carreira do saxofonista, com destaque para os solos de bateria e baixo. Ainda
houve tempo para o músico citar Summertime, standard do jazz americano.
O público, nitidamente de fãs agradecidos, pediu bis e foi agraciado com mais
alguns minutos do sax de David Sanborn, na esperança de que ele não demore
mais 15 anos para voltar aqui.
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