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Em seus 13 anos de vida, o Blink-182 ficou conhecido pelo bom humor, pela sonoridade pop-punk e pelas letras estranhas
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Por
Marcos Paulo Bin
28/02/2005
No dia 26 de fevereiro, o grupo Blink-182 ocupava o 12° lugar do Top 20 MTV,
com o clipe da música Always, quarto single de seu mais recente álbum,
auto-intitulado. No Brasil, a música I Miss You, do mesmo disco, está
entre as 50 mais tocadas no Rio e entre as 100 em São Paulo, de acordo com o
Instituto Nopem.
Mas os fãs da banda californiana de pop-punk podem se preparar para, em pouco
tempo, não ver e ouvir seus ídolos com a mesma freqüência na TV e no rádio.
A gravadora Universal anunciou, em nota à imprensa, que o trio formado por Tom
DeLonge (voz e guitarra), Mark Hoppus (voz e baixo) e Travis Barker (bateria)
decidiu “dar uma parada por tempo indeterminado”. Ou seja, muito
possivelmente é o fim de uma carreira que durou 13 anos.
“Por mais de uma década, sem intervalo, o Blink-182 esteve promovendo turnês,
gravando e divulgando seus álbuns, sempre tentando equilibrar tudo isso aos
relacionamentos com suas famílias e seus amigos. Neste ponto de suas vidas, os
integrantes da banda decidiram dar uma parada por tempo indeterminado
para desfrutar de suas conquistas ao lado de seus entes queridos. Enquanto não
houver nenhuma previsão de retomada do trabalho, ninguém sabe o que o futuro
reserva ao Blink-182”, diz a nota.
Trio lança faixa inédita
As conquistas do Blink-182 nos anos 90 e 2000 são realmente louváveis. O trio
lançou seu primeiro trabalho de forma independente em 1992, uma fita cassete
com o título Flyswatter. Com forte influência de bandas neo-punks como
o Green Day, batalhou com sucesso no cenário independente e lançou dois bons
álbuns até ser contratado pela major Universal, em 1997.
O primeiro CD pela multinacional foi Dude Ranch, que vendeu mais de um
milhão de cópias. O disco emplacou as faixas Dammit e Josie,
tornando o trio de San Diego os novos queridinhos do rock.
O álbum seguinte, Enema of the State, de 1999, consolidou o sucesso. Bem
produzido, o CD mantinha a fúria anterior e as letras de conteúdo estranho,
falando de extraterrestres (Aliens Exist) a suicídio (Adam’s Song).
A grande quantidade de palavrões fazia que, na conservadora América, os discos
passassem a ter “clean versions”, ou seja, versões mais leves.
Depois de Cheshore Cat, de 1998, veio o ao vivo The Mark, Tom and
Travis Show (The Enema Strikes Back), em 2000. No ano seguinte, DeLonge,
Hoppus e Baker lançaram o multiplatinado e irreverente Take Off Your Pants
and Jacket, que liderou as paradas pop americanas.
Finalmente, em 2003, veio o disco auto-intitulado, sobre o qual o Blink-182
ainda trabalhava quando a Universal divulgou a nota sobre a separação do trio.
Se ela é temporária ou definitiva, só o tempo dirá. Por enquanto, os fãs
podem curtir o que talvez seja a última novidade do trio: a inédita Not Now,
que faz parte da coletânea Atticus: Dragging the Lake III, recém-lançada
no exterior.