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Divulgação
Criado há 11 anos, o Weezer tornou-se um dos maiores queridinhos do rock indie. O som do grupo lidera paradas americanas e faz sucesso na Rússia
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Por Marcos Paulo Bin
28/06/2005
Nine Inch Nails, Foo Fighters, System of a Down, Coldplay, Green Day, Gorillaz,
White Stripes, Offspring, Audioslave... Ninguém foi páreo para o Weezer, que
depois de 13 semanas na parada de Modern Rocks da Billboard, atingiu o 1º lugar
com Beverly Hills, faixa que abre o quinto trabalho do grupo, Make
Believe (Universal).
É a primeira vez que Rivers Cuomo (voz e guitarra), Brian Bell (guitarra e
vocais), Scott Shriner (baixo e vocais) e Pat Wilson (bateria) experimentam esse
feito. Logo em seu primeiro disco, intitulado simplesmente Weezer e
lançado em 1994, o quarteto conseguiu atingir a sexta colocação na mais
tradicional parada americana com o single Undone – The Sweater Song.
Depois disso, apenas mais cinco músicas do grupo, incluindo Beverly Hills,
chegaram ao Top 10 da Billboard. O single de Beverly Hills já alcançou
disco de ouro nos Estados Unidos e o vídeo está sendo exibido até na MTV russa.
Outras músicas de Make Believe também vêm sendo trabalhadas paralelamente
mundo afora. Em seu site oficial, a banda afirma que a faixa We Are All On
Drugs é uma das mais tocadas de Boston e que na rádio brasileira Brasil
2000, de São Paulo, This Is Such a Pity e Beverly Hills estão na
lista de execução.
O Weezer nasceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1994. Depois de lançarem
um álbum auto-intitulado no mesmo ano – que estourou as faixas The World Has
Turned And Left Me Here e Buddy Holly – eles seguiram com
Pinkerton (1996), Weezer – The Green Album (2001) e Maladroit
(2002). Discos bem-sucedidos que fizeram do Weezer os novos queridinhos do rock
alternativo pós-grunge, influenciando uma série de bandas surgidas no final dos
anos 90.
Leve sem perder o peso
O mais recente trabalho de Cuomo e cia. mantém a essência dos anteriores. A
pegada roqueira característica do grupo fique evidente em faixas como We Are
All on Drugs – a melhor do disco – Pardon Me e The Other Way,
mas também há bastante leveza.
Faixas como Beverly Hills, This Is Such a Pity, The Damage in
Your Heart e Freak Me Out mostram o quarteto em clima de anos 80, de
new wave ou “power pop riffs”, como definiu o crítico americano Aidin Vaziri no
site Amazon.com.
Perfect Situation e My Best Friend trazem o quarteto americano para
perto do rock britânico contemporâneo, em especial do Oasis, de quem eles já
fizeram alguns covers em shows.
Em entrevista ao site americano Chart Attack, Liam Gallagher afirmou gostar do
Weezer.
“Eles são aquele tipo de banda que você vê na TV e diz: ‘Eu gostei deles. Acho
que são legais.’ Rivers Cuomo é o meu rock star favorito”, disse Liam.
Muitos vêem em Cuomo – ótimo vocalista de rock, dono de uma voz forte e
temperamento idem – o motivo do sucesso do Weezer. Mas o grande trunfo da banda
é saber alternar, com harmonia, a suavidade da música pop com a agressividade do
hard rock, gerando um resultado muito interessante que pode ser exemplificado em
faixas como Hold Me e Peace. Músicas com cara de sucesso, como
quase todas de Make Believe.
O Weezer faz música pop de bom gosto, que agrada tanto o indie quanto o
mainstream. Não è à toa que são uma das bandas mais cultuadas do momento.